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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Lula no RN inaugura Túnel Major Sales um marco da Transposição do Rio São Francisco

 Ao inaugurar, nesta quinta-feira (2/7), o Túnel Major Sales, um marco da engenharia que conecta a Paraíba ao Rio Grande do Norte e permite que as águas da Transposição do Rio São Francisco cheguem ao Oeste potiguar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que a obra não representa uma vitória sobre as forças da natureza. Para o presidente, ela significa um triunfo sobre um longo descaso histórico que, para além da seca, castigou o Nordeste brasileiro por décadas e décadas, desde o tempo do Império no Brasil.

“A seca é um fenômeno da natureza. A gente não briga com a natureza. Mas a fome, por conta da seca, é falta de credibilidade e de caráter de quem governa o país ou os estados. Essa obra está tentada a ser feita desde 1846. O imperador Dom Pedro II queria fazer essa obra. De 1846 a 2005, nunca deixaram fazer”, lembrou o presidente.

“Mas também nunca se importaram com a quantidade de mães, pais e crianças que saíam da sua terra natal e iam tentar a sorte em São Paulo, no Rio de Janeiro, e que muitas vezes morriam sem conseguir realizar o sonho. E o sonho de todo mundo que ia para o sul do país era um dia poder voltar para a sua terra natal. Para ele voltar para a sua terra natal, teria que ter algumas coisas que o motivassem. Uma delas era a água. A água chegou. Outra era a educação”, prosseguiu o presidente.

Com 6,5 quilômetros de extensão e capacidade para transportar até 20 metros cúbicos de água por segundo, o Túnel Major Sales representa a superação de um dos desafios mais complexos da Transposição do Rio São Francisco e se torna um avanço decisivo para a segurança hídrica e o desenvolvimento da região do semiárido nordestino.

MARCO HISTÓRICO

O Túnel Major Sales, no Ramal do Apodi, representa um marco histórico para a infraestrutura hídrica do Nordeste. O túnel é um empreendimento estratégico, localizado no município de Pau dos Ferros, no Alto Oeste Potiguar. Ele estabelece a ligação definitiva entre o emboque e o desemboque da estrutura, vencendo o trecho de maior complexidade da obra, na divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte. Com 115,5 quilômetros de extensão, o ramal do Apodi compõe o Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) e beneficiará cerca de 750 mil pessoas em 54 municípios dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará.

“O que estamos inaugurando aqui não é apenas um túnel. É uma passagem entre um passado marcado pela escassez e um futuro construído com dignidade, esperança e justiça”, afirmou a governadora, ao destacar que a obra permitirá a chegada das águas do São Francisco a centenas de milhares de nordestinos. 

Imagem relacionada à publicação


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Ministério da Saúde entrega pacote de medidas para reforçar a rede pública de saúde no RN

 Ações incluem autorização para o início de obras estratégicas na saúde, além da entrega de veículos e equipamentos com recursos do Novo PAC Saúde, do Governo do Brasil

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (1º), uma série de medidas para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. Entre as ações estão a entrega de 29 veículos do Agora Tem Especialistas - Caminhos da Saúde, além de 37 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), 17 ambulâncias do SAMU 192, e 320 equipamentos odontológicos destinados a municípios potiguares. Na ocasião, também serão assinadas as ordens de serviço para a construção de três policlínicas, nos municípios de Natal, Açu e Ceará-Mirim, além de uma maternidade na capital do estado.

Em Natal, o secretário adjunto da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto, destacou a importância das entregas para a ampliação do acesso à saúde no estado. “Cada entrega representa mais acesso à saúde para a população. Ambulâncias, unidades odontológicas móveis e micro-ônibus fortalecem o SUS e garantem, especialmente às pessoas que vivem em áreas rurais e mais distantes, um atendimento com mais rapidez, qualidade e dignidade”, afirmou.

Entre os 29 veículos do Agora Tem Especialistas - Caminhos da Saúde estão 24 micro-ônibus, duas vans e três ambulâncias tipo A.  Com investimento de R$ 15,4 milhões, os veículos têm como objetivo ampliar o transporte sanitário eletivo no SUS, garantindo o deslocamento de pacientes para consultas, exames e tratamentos especializados, especialmente em regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

As ambulâncias do SAMU 192 somam investimento superior a R$ 6 milhões e serão destinadas tanto à renovação quanto à ampliação da frota em municípios do estado. Os veículos vão reforçar o atendimento de urgência e emergência e contribuir para reduzir o tempo de resposta em situações críticas.

Já as 37 unidades odontológicas móveis receberam investimento de R$ 14,7 milhões e irão ampliar o acesso à saúde bucal em localidades com maior vulnerabilidade social e dificuldade de deslocamento da população até as unidades fixas de saúde.

Além disso, o Ministério da Saúde entrega 320 equipamentos odontológicos para estruturar a rede de atenção primária no estado. Os equipamentos incluem motores reciprocantes para endodontia, localizadores apicais e bombas de sucção odontológica, fortalecendo os atendimentos realizados pelas equipes de saúde bucal nos municípios.

Novo PAC Saúde amplia rede especializada no RN

As três policlínicas que serão construídas nos municípios de Natal, Açu e Ceará-Mirim contarão com aporte total de R$ 30 milhões, cada uma, sendo R$ 17 milhões destinados às obras e R$ 13 milhões para equipamentos. A iniciativa está alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, que atua em diversas frentes para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS. Os serviços ofertados pelas unidades contribuirão para a redução das complicações decorrentes de doenças crônicas e das hospitalizações evitáveis que ampliam a demanda por especialistas.

Já a maternidade contará com recursos de R$ 103 milhões, dos quais R$ 50 milhões serão aplicados na construção e R$ 53 milhões na aquisição de equipamentos. A obra integra os esforços de expansão da rede de atenção especializada à saúde e ampliará a capacidade de atendimento materno-infantil no estado, com assistência à mulher, à gestante, à puérpera e ao recém-nascido.

No Rio Grande do Norte, o Novo PAC Saúde já selecionou 815 empreendimentos, com investimentos que ultrapassam R$ 768 milhões. Os recursos contemplam obras, equipamentos e veículos para ampliar e qualificar os serviços ofertados pelo SUS em todas as regiões do estado.

As ações incluem construção de UBSs, policlínicas, maternidades, ampliação do SAMU 192, entrega de equipamentos hospitalares, unidades odontológicas móveis e investimentos em infraestrutura especializada.

Veja como o Agora Tem Especialistas amplia o acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS

Foto: Mayrla Silva/MS

Fonte: Ministério da Saúde

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sábado, 27 de junho de 2026

Fotografias de aves do Seridó do RN compõem guia lançado por pesquisadores

 De Caicó para o mundo: guia publicado internacionalmente reúne mais de 230 fotos de aves do Seridó potiguar, confira matéria publicada no blog do jornalista Heitor Gregório:

A biodiversidade do Seridó potiguar acaba de ganhar projeção internacional com o lançamento do guia ilustrado Aves do Município de Caicó, que reúne mais de 230 registros fotográficos de espécies encontradas na região. A publicação integra a série Field Guides do Field Museum, em Chicago, nos Estados Unidos.

O guia apresenta fotografias e informações taxonômicas das aves observadas no município, abrangendo espécies associadas a diferentes ambientes da região, como áreas de Caatinga, açudes, rios e zonas urbanas.

O trabalho foi desenvolvido em parceria entre pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte (Funcitern) e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

Entre as aves catalogadas estão espécies como o periquito-da-caatinga (Eupsittula cactorum), o picapauzinho-da-caatinga (Picumnus limae), o bacurauzinho-da-caatinga (Nyctidromus hirundinaceus), o cancão (Cyanocorax cyanopogon) e o currupião (Icterus jamacaii).

O levantamento também registra diversas espécies aquáticas encontradas em reservatórios e áreas úmidas da região, como garças, jaçanãs, galinha-d’água, marrecas e maçaricos, revelando a importância desses ambientes para a conservação da biodiversidade local.

Segundo o biólogo e pesquisador-bolsista do Idema/Funcitern, Alan de Araújo Roque, a publicação busca aproximar o público da riqueza natural existente na Caatinga e estimular ações de conservação. Ele é co-autor da obra junto com a geógrafa e professora da UFRN, Sandra Kelly de Araújo; e com o biólogo e ornitólogo Pedro Henrique Pierote de Sousa.

“O guia nasce como uma ferramenta de educação ambiental para aproximar a população da avifauna regional, incentivando o olhar atento para a natureza, a pesquisa científica e a proteção da biodiversidade da região do Seridó”, diz Alan.

Autora principal do guia, Sandra Kelly explica que os registros foram construídos ao longo de vários anos de observação em campo.

“A observação exige paciência, perseverança e certa regularidade. Há aves migratórias, por exemplo, que só podem ser registradas em determinadas épocas do ano, como o bem-te-vi-rajado e o maçarico-solitário. Já existem outras espécies menos frequentes, como a biguatinga”, explica.

Sandra também ressalta o papel dos guias de campo na popularização do conhecimento científico.

“Esses guias aproximam a população da biodiversidade. As pessoas passam a ter curiosidade sobre quais espécies ocorrem na região”, afirma.

Foto do cancão reproduzida da Internet e foto do papagaio por Sandra Kelly


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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Natal recebe o primeiro Tributo à Ave Sangria com participação de integrantes originais da banda

 Nesta sexta-feira (12), a partir das 20h30, o Backstage Bar, em Natal (RN), será palco de uma celebração histórica da música brasileira com a realização do primeiro Tributo à Ave Sangria na cidade. O evento reunirá músicos e admiradores da lendária banda pernambucana para uma apresentação especial do clássico álbum "Ave Sangria" (1974), executado na íntegra.

Considerada uma das bandas mais importantes e cultuadas do rock brasileiro, a Ave Sangria surgiu em Recife no início da década de 1970, misturando rock psicodélico, música nordestina, poesia e experimentação sonora em uma linguagem única. Em plena ditadura militar, o grupo desafiou padrões estéticos e comportamentais, tornando-se referência para diversas gerações de artistas e ocupando um lugar fundamental na história do rock psicodélico nacional.

Mesmo com uma trajetória marcada pela censura e pela interrupção precoce de suas atividades nos anos 1970, a obra da Ave Sangria atravessou décadas e consolidou-se como um dos registros mais importantes da música brasileira produzida naquele período. Seu álbum de estreia, lançado em 1974, tornou-se um disco cult, reverenciado por críticos, pesquisadores e fãs da música independente.

O tributo contará com a banda Cajarana, liderada pelo músico Manu de Olinda, responsável por conduzir a apresentação. A noite ganha um caráter ainda mais especial com as participações de Marco Polo Guimarães e Almir de Oliveira, integrantes históricos e líderes da própria Ave Sangria.

Além do tributo, a programação contará com a participação do Coletivo Viramundo Potiguar, que levará ao palco suas composições autorais, apresentando ao público a força da produção cultural das periferias potiguares. Com influências do manguebeat e da música popular nordestina, o coletivo promete uma apresentação marcada pela diversidade sonora, pela crítica social e pela valorização da cultura produzida nas comunidades.

Mais do que um show, o encontro representa um momento raro para o público potiguar. A execução integral do álbum de 1974, acompanhada da presença dos músicos que ajudaram a construir essa história, transforma a apresentação em uma experiência única para os amantes do rock brasileiro, da psicodelia e da cultura nordestina.

Para a organização, receber Marco Polo Guimarães e Almir de Oliveira em Natal para celebrar a obra da Ave Sangria é uma honra e uma oportunidade única de aproximar o público da história de uma das bandas mais importantes da música brasileira, ao mesmo tempo em que abre espaço para a nova produção musical potiguar representada pelo Coletivo Viramundo.

Os ingressos estarão disponíveis na portaria do evento pelo valor de R$ 30,00.


Serviço. Segue o flyer de divulgação em anexo.

Data: 12 de junho de 2026

Horário: 20h30

Local: Backstage Bar – Natal/RN

Tributo executando o álbum Ave Sangria (1974) na íntegra

Banda base: Cajarana (Manu de Olinda)

Participações especiais: Marco Polo Guimarães e Almir de Oliveira (Ave Sangria)

Show de abertura: Coletivo Viramundo Potiguar

Ingressos: R$ 30,00 (na portaria)

Contato: 

Fernanda Soares: 99817-9830

por assessoria/imagem relacionada à divulgação

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sábado, 6 de junho de 2026

Sertanejo das raízes de vaqueiros do Umbuzeiro recebe homenagem!

Sertanejo das raízes de vaqueiros do Umbuzeiro,  "Bastinho" receberá homenagem neste domingo, 7 de junho - na festa do Padroeiro do Distrito Palma -, ele sobrinho-neto do vaqueiro "TIO JOCA", uma lenda viva dessa mesma terra de Umbuzeiro!

O Padroeiro da Palma é Santo Antônio, Distrito do município de Caicó, região do Seridó potiguar, cuja festa segue até o dia 14 de junho.

A seguir, o texto prestado pela família de Sebastião Antônio Costa para ser apresentado na ocasião da celebração:

VIVA O VELHO BASTINHO DO UMBUZEIRO!

Não é qualquer um que tem a coragem estampada no olhar e a bondade gravada no peito. Mas o senhor, seu Bastinho, é desses que a terra tem o privilégio de ver de pé — firme como um pé de umbuzeiro, que dá sombra, fruto e sustento mesmo no chão mais duro.

Nascido no sítio Ourives, filho de Maria Antônio e Manoel Salviano, o menino que um dia aprendeu a lidar com o gado virou lenda. Vivo. E ativo. Porque vaqueiro não se faz só com laço e rédea; faz-se com jeito, com braço, com coração. E o senhor, Bastinho, é o melhor vaqueiro desta região. Quem viu nunca esquece: derrubando boi no lombo do cavalo, ao lado do fiel companheiro Naninho, enfrentando o tal do "boi barbatão" — aquele que cospe fumaça pelas ventas. Quanto mais brabo, mais o senhor gosta.

Limite? O senhor nunca conheceu isso. Para o senhor, limite é palavra de quem nunca montou num cavalo e sentiu o vento na cara na Fazenda Pedreira. E como sente! Com 81 anos nas costas, ainda sai para campear gado. Não por obrigação, mas por amor. Porque ser vaqueiro não é o que o senhor faz — é quem o senhor é.

E que coração é esse, seu Bastinho? Aquele que acolheu Helena como companheira e com ela criou 12 filhos — cinco mulheres e sete homens — e ainda teve braços abertos para o 13º, Fábio, acolhido com o mesmo amor dos outros. Desse chão brotaram netos, bisnetos, um legado que só cresce.

A vida lhe mostrou a dor de sepultar a esposa, um filho de coração e outro biológico. Mas o senhor continua de pé. Erguido. Forte. Nossa maior força vem do velho Bastinho. Porque o senhor não é apenas um vaqueiro — é uma fortaleza com alma de Nordeste, coração de pai e peito de quem nunca desiste.

Salve Bastinho do Umbuzeiro! Vaqueiro, pai, avô, bisavô, exemplo. Enquanto o senhor campear, a história continua sendo escrita — no lombo do cavalo, no curral da Pedreira e na memória de todos que têm a honra de conhecer o senhor.

Viva seu Bastinho! Viva o vaqueiro imortal do Umbuzeiro, que é sobrinho-neto de uma lenda dessa mesma terra de Umbuzeiro, o “Vaqueiro Tio Joca”, das raízes e memória viva da luta do gado embrenhado na caatinga deste nosso amado e sofrido sertão!

Texto e foto enviadas pela família do homenageado

Leia textos relacionados:

- Os aboios de Tio Joca ecoam na memória de Umbuzeiro

- Pilão-deitado no fogo cruzado de Pedreira

O vaqueiro de "Dona Nanu" e os vaqueirinhos de minha memória!

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domingo, 31 de maio de 2026

Cariri Cangaço 2026 reúne pesquisadores e admiradores em Campina Grande

 Encontro reuniu pesquisadores, historiadores, escritores e admiradores do tema

Bastante concorrido o Cariri Cangaço 2026, versão Campina Grande (PB), neste final de semana na Vila Sítio São João com vasta programação e como representante deste blogueiro o irmão Flávio Salviano se fez presente, nas fotos com a neta e o bisneto do cangaceiro Antônio Silvino - bando surgido antes de Lampião - com passagem também no RN no famoso Fogo da Pedreira, fazenda rural do  município de Caicó (confira aqui). 

Apesar de ainda jovens, o bisneto Rafael Borges é sobrinho de Kátia Moraes (ambos nas fotos), sua mãe  Maria Quitéria de Moraes foi uma das palestrantes da programação, já Antônio Silvino (1872-1944) nasceu em Afogados da Ingazeira, Pernambuco, e faleceu aos 72 anos em Campina Grande, Paraíba, onde foi sepultado e que neste último dia do evento o jazigo recebeu um busto do cangaceiro como parte da organização do evento. 

Durante a palestra da neta, ela descreveu a trajetória do 'Rifle de Ouro' como o avô Antônio Silvino era reconhecido e que se destacou na história do Nordeste muito antes de Lampião, considerado na época o governador dos sertões e socorrista dos pobres.

O encontro reuniu de 28 a 31 de maio pesquisadores, historiadores, escritores e admiradores do tema.

imagens relacionadas à publicação reproduzidas do Instagram e enviadas pelo irmão  do blogueiro

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sábado, 16 de maio de 2026

Derradeiro de Maio lota região do Oeste potiguar

 O Derradeiro de Maio, evento que este ano acontece entre os dias 15 e 17, provocou lotação na rede de hospedagem de pelo menos cinco cidades do Oeste: Patu, Umarizal, Martins, Olho d’Água do Borges e Caraúbas. 

Antes mesmo de o São João começar oficialmente, Dorgival Dantas já consegue movimentar turismo, comércio e economia no interior potiguar.

Com informações da coluna do jornalista Heitor Gregório no AGORA RN

imagem relacionada à divulgação

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Tremor de terra no RN em dia de agitação no Congresso

 Em uma quarta-feira de movimentação política em Brasília, a terra volta a tremer no RN com registro de evento sísmico na região oceânica da margem equatorial, em região de municípios próximos de Touros.

Nesta quarta-feira, 29 de abril, o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) registrou um evento sísmico na região oceânica da margem equatorial do estado do Rio Grande do Norte, nas proximidades do município de Touros, por meio de sua rede de estações sismográficas.

O tremor ocorreu às 14h21 UTC (11h21, no horário de Brasília) e apresentou magnitude preliminar de 2,6 mR.

Até o momento, não há confirmação de que o evento tenha sido sentido pela população.

O LabSis/UFRN segue monitorando continuamente a atividade sísmica no Rio Grande do Norte e em toda a região Nordeste do Brasil. Os parâmetros divulgados são preliminares e poderão ser atualizados em boletins posteriores.

- Na foto, a bola em vermelho indica a localização do epicentro e a magnitude preliminar do evento

Conteúdo/foto retirados do LabSis/UFRN

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sábado, 25 de abril de 2026

O vaqueiro de "Dona Nanu" e os vaqueirinhos de minha memória!

 Por João Bosco de Araújo*

Jornalista ▶ boscoaraujo@assessorn.com

O tempo passa, mas a memória fica e podemos resgatar sejam nas conversas, nas visitas, e nesta era digital nas postagens compartilhadas de todos os perfis. Foi assim que visitei a Fazenda Timbaúba dos Gorgônio, com imagens do velho casarão que me rebobinaram ao tempo em que na infância a visitava presencialmente, porque a propriedade era vizinha a de meu pai, embora estivesse em território de Ouro Branco, no sertão potiguar.

O casarão foi construído pelo Capitão Gorgônio Paes de Bulhões, por volta de 1863, o patriarca da família, e era capitão mesmo, da então Guarda Nacional do Império brasileiro, a fazenda se destinava à criação de gado e dar apoio a negociação do boi para engorda, vindo do estado do Piauí.

Bem antes dessa época, o pai de Gorgônio e dono da Fazenda Umari, Cosme Pereira da Costa já fazia esse comboio de gado do Piauí; foi durante essas viagens que ele trouxe o vaqueiro Vicente Ferreira de Andrade que se tornou avô de minha avó Virgínia, mãe de meu pai Pedro Salviano de Araújo.

O vaqueiro Vicentinho era o braço direito do fazendeiro Cosme Pereira e sua descendência cresceu nas terras de Umbuzeiro onde se casou com Aninha da Pedreira, a fazenda dos Nóbrega, e era filha do irrequieto Cosme do Umari em uma de suas peripécias fora do casamento.

Dentre os vaqueiros herdeiros do famoso Vicentinho, o meu tio-avô João Ferreira, o “Tio Joca”, de inusitadas memórias de sua vida embrenhada no mato e passagens na história do Fogo da Pedreira, embate do bando do cangaceiro Antônio Silvino, no início do século passado.

Ainda no Século XX, na década dos anos sessenta, a Fazenda Timbaúda era administrada pela viúva de Zuza Gorgônio da Nóbrega, “Dona Nanu”, assim que era reconhecida e a vi em uma dessas visitas ao casarão ao lado de meu pai.

Nesse punhado de memória, vem a do vaqueiro Valdivino Chagas, esse, neto de Vicentinho, e seu pai Francisco Chagas foi soldado voluntário do Império e lutou na Guerra do Paraguai. Nem tão habilidoso como o avô Vicentinho e o primo Joca, Valdivino foi vaqueiro da Timbaúba dos Gorgônio, cumprindo também sua sina de homem do mato.

O vaqueiro Valdivino morava no Umbuzeiro, casado, era pai de muitos filhos e já fora dos campos, aposentado da lida de gado, não esqueceu da velha Timbaúda de todos nós, e a visitava sempre, e nesse percurso passava na casa de meu pai para uma prosa, que nunca faltava o convite para sentar à mesa na hora da refeição.

Nunca esqueci, o velho vaqueiro mantinha no ombro seu bornal, mesmo na mesa carregava à tiracolo e numa ocasião o vi enchendo o bisaco de comida e falava: "Compadre Pedro" - meus pais eram padrinhos de um de seus filhos -, "estou levando para meus vaqueirinhos e minha vaqueira, porque necessitam e aqui tem muita fartura."

Meu pai não hesitava e pedia a minha mãe para complementar com mais alimentos, já que no bisaco ele despejava apenas pedaços de rapadura e carne.

As memórias da velha fazenda Timbaúba também nos pertencem, cujo casarão é tombado patrimônio histórico-arquitetônico desde 1987 e suas atividades foram desativadas há cerca de 20 anos, início deste Século XXI.

Que as atitudes do sertanejo e vaqueiro Valdivino nos encorajem de manter a esperança de meu pai, de um olhar para o próximo.

Imagem retirada do instagram/serido_arretado

- Leia textos relacionados:

▶ Os aboios de Tio Joca ecoam na memória de Umbuzeiro

▶ Antigas memórias da velha Timbaúba de todos nós

▶ Pilão-deitado no fogo cruzado de Pedreira

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sábado, 4 de abril de 2026

Um Judas malhado e esquecido!

 Por João Bosco de Araújo

Jornalista  boscoaraujo@assessorn.com

Malhar o Judas nos tempos atuais tem se restringido, em boa parte, a protestos da população, sejam relacionados a fatos políticos e sócio-econômicos; não resta dúvida que o fato significa uma atitude coerente, reflexo da indiferença dos tais donos do poder.

Diferentemente do que acontecia no final dos anos sessenta, ainda criança, quando costumava passar o feriado da Semana Santa que eram os sete dias absolutos, no sítio do meu pai, em Caicó, com meus irmãos. No final da noite da Sexta-feira da Paixão, um grupo de pessoas, acompanhado de um sanfoneiro, saia com o Judas, feito de molambo e vestido de paletó, carregando-o nas costas, visitando as casas da redondeza, cujo objetivo, além da tradição da brincadeira, era de assustar aos desavisados, incluída nessa categoria as crianças. Que não era o meu caso.

Em algumas dessa casas, já fechadas com as pessoas dormindo, escolhia-se para dar uma parada e dançar. Nesse ínterim, aproveitando o descuido do dono, uma outra pessoa do grupo, sorrateiramente penetrava no galinheiro e furtava uma “penosa” para em outra ocasião cozinhar e comer a galinha, bebendo cachaça.

Um aspecto interessante, observado. O Judas também dançava, ou seja, a pessoa que o conduzia, geralmente um homem, saia com ele dançando na sala, no alpendre, quando a casa era maior, ou no próprio terreiro da casa. O que importava era a alegria da brincadeira.  

Nessa pisada, a farra seguia até o dia amanhecer, momento em que se reuniam em torno do boneco, para enforcar e estraçalhar o Judas, despedaçando e rasgando, ao ponto de ficar apenas pedaços de tiras de panos.     

Dias desses, da semana santa, em conversa com um dos organizadores de Judas dessa época sessentista, Manoel Cirino, hoje aposentado rural com 70 anos, morando em Caicó, me dizia por telefone da tristeza de ver as tradições se acabando. Cirino narrou-me fatos pitorescos, por ocasião do Judas da semana santa, ocorrido quarenta anos atrás. Ele lamenta dos jovens não se interessarem mais pelas tradições populares, e que as crianças de hoje não recebem essas informações dos adultos, crescendo vendo o que passa na televisão, por conseguinte, segundo observa, elas próprias são as principais vítimas desse processo, em muitos casos gerando violência e deseducando.

O aposentado Manoel Cirino nos seus setenta anos tem razão de reclamar, sem rancor nem saudosismo, apenas na condição de observador popular, de pessoa simples, porém com visão nos valores culturais de um povo, de uma região, de uma nação.

A brincadeira, uma tradição herdada dos portugueses, simboliza a morte de Judas Iscariotes, que traiu Jesus, e acontece no sábado de Aleluia, anterior à Páscoa, sempre começando a partir da meia-noite da sexta feira santa. 

Imagem ilustrativa reproduzida da Internet

JBAnota  Oportuno esclarecer que este texto foi publicado há 17 anos, em abril de 2009,  ainda no início da era digital, e que Manoel Cirino já não se encontra neste plano, partiu em 2022, perto dos 83 anos de idade

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Inscrições do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo são prorrogadas até 30 de junho

 O Banco do Nordeste (BNB) prorrogou as inscrições do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional até o dia 30 de junho de 2026.  O certame, que está em sua 20ª edição, contemplará jornalistas profissionais e universitários com R$ 290 mil em premiações, divididos em 30 categorias, com valores entre R$ 3 mil e R$ 38 mil.

Podem concorrer os trabalhos jornalísticos de qualquer tipo de mídia produzidos em todo o País e que retratem ações executadas na área de atuação do BNB - estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo.

Microcrédito rural é o tema do Grande Prêmio Nacional, cuja premiação é de R$ 38 mil.

Além da categoria principal, o Prêmio Banco do Nordeste contemplará outros 29 materiais, com valores individuais de R$ 3 mil a R$ 23 mil, que tratem do tema geral “desenvolvimento regional”. As vertentes desse assunto incluem expansão de crédito, empreendedorismo urbano e rural, geração de empregos, ocupação e renda, tecnologia e inovação, investimentos em infraestrutura, responsabilidade socioambiental e manifestações culturais.

Serão premiados jornalistas profissionais e estudantes universitários que tenham material publicado ou veiculado nos estados de atuação do Banco e um profissional com atuação extrarregional. Os trabalhos inscritos devem ser enquadrados em uma das categorias: texto, fotografia, áudio, audiovisual e projetos multimídia.

Para concorrer, o conteúdo noticioso precisa ser inédito e publicado em território nacional no período de 1° de janeiro de 2025 a 30 de junho de 2026.

A cerimônia de entrega dos prêmios deverá ocorrer em dezembro de 2026.

Valores por categoria

A categoria Nacional contempla o Grande Prêmio Nacional (no valor de R$ 38 mil). As categorias Nacional Texto, Nacional de Fotografia, Nacional de Áudio, Nacional de Audiovisual e Nacional de Projetos Multimídia pagarão premiação entre R$ 14 mil e R$ 23 mil.

A categoria estadual irá premiar no valor de R$ 10 mil um trabalho profissional em cada estado onde o BNB atua, nove estados do Nordeste e Minas Gerais e Espírito Santo. O tema será aberto às vertentes do desenvolvimento regional com disputa entre todos os inscritos daquele estado, independentemente da mídia inscrita.

A categoria Extrarregional premiará com R$ 12 mil trabalho feito por jornalista profissional que tenha sido publicado em um veículo de imprensa situado fora da área de atuação do BNB.

Já entre os trabalhos inscritos por estudantes universitários, o prêmio estadual será de R$ 3 mil. O trabalho com a maior nota vencerá a premiação nacional para trabalho acadêmico, no valor de R$ 6 mil.

Consulte o regulamento completo na página do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional para obter mais informações.

Imprensa/Banco do Nordeste - 85) 99965.0339

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sexta-feira, 20 de março de 2026

As chuvas em Caicó nas vésperas do Dia de São José chegam com alegria e medo

 🌵Viva o Sertão com as águas de março transbordando de alegria o povo da região! Técnicos visitam Açude Concórdia.

As chuvas chegam com alegria enchendo a esperança do sertanejo, ainda mais os que moram na zona rural, vendo os açudes enchendo, alguns já sangrando, e também o medo por conta das correntezas mais forte, é o caso do Açude Concórdia, na região de Umbuzeiro, comunidade rural do município de Caicó, onde moradores do mesmo sítio Concórdia chamaram a atenção de profissionais de emissoras de rádio de Caicó com perfis nas redes social que divulgaram vídeos abordando o risco de transbordamento (arrobamento) do reservatório, para que não se repetisse o que aconteceu nas enchentes de 2011, cujo açude arrombou. 

Para amenizar a situação do Concórdia, uma máquina da prefeitura local foi encaminhada para região, fazendo reparos técnicos de prevenção de transbordamento, além de cobrir com lona uma parte mais vulnerável do reservatório, embora moradores acreditem que ainda assim mantém-se o risco de transbordamento caso as águas se intensifiquem devido o Açude da Fazenda Pedreira já estar com sinais de sangrar, onde as águas correm para o Concórdia.  

Outro grande reservatório que já começou a sangrar, nesta semana, foi o Açude Gavião, Fazenda localizada na região, próxima ao Distrito de Palma e cerca de poucos quilômetros da Pedreira e Umbuzeiro. 

Todos esses reservatórios de água são de grande porte, embora outros sejam menores, denominados de "barreiros" e posso citar os da Fazenda Umbuzeiro que pertenceu a Pedro Salviano de Araújo, de saudosa memória, e pai deste blogueiro/jornalista.

É importante esclarecer que as águas desses açudes e barreiros não correm para o maior de todos, o Açude Itans que padece praticamente seco desde a última vez que sangrou, em 2009, apesar que este ano já recebeu uma quantidade razoável do líquido precioso, ou seja, as águas desses reservatórios desaguam no Rio Barbosa, desviando o Itans, e seguem para o Rio Barra Nova, já em área urbana de Caicó, atingindo regiões ribeirinhas ao longo do rio até se encontrar com as águas do Rio Seridó e os dois afluentes desembocarem no Rio Piranhas-Açu, hoje perene com as águas da Transposição do Rio São Francisco.

Visita de técnicos no Açude Concórdia

Nesta sexta-feira (20), de acordo com o jornalista Marcos Dantas, técnicos do IGARN visitaram o açude Concórdia, em Caicó, junto com a Defesa Civil e à Secretaria Municipal de Agricultura, para uma vistoria no local, em consequência das fortes chuvas dos últimos dias que acenderam o alerta para as condições da estrutura e durante a inspeção foram avaliados possíveis riscos e definidas medidas emergenciais e de reparo no barramento do reservatório. Confira vídeo com o engenheiro civil, Pablo Moraes, em visita técnica, reproduzido do perfil do Instagram de Marcos Dantas.

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Vídeos reproduzidos:

 


 

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