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sábado, 31 de março de 2018

Secas e cheias sob as lentes da imprensa do RN


Por Anchieta Fernandes
                         
As secas e as cheias que, como uma espécie de fenômeno cíclico, ameaçam de terror e morte tantos sertanejos nordestinos, desde anos bem recuados no calendário da História do Brasil, passaram a ser vistas, sob os ângulos de notícia e de opiniões por jornais norte-riograndenses. Isso desde quando a nossa imprensa se afirmou como um dos meios de comunicação do nosso povo. Veja-se alguns dos flashes desse testemunho impresso ante os fenômenos climáticos que afetam os habitantes do Nordeste.

Inicialmente, nos primeiros meses de cada ano, alguns jornais, diante da ainda indefinida situação climática, apelavam para um tom agourento: de que o ano não prenunciava ser de bom inverno. Foi o que fez o jornal “O Povo”, de Caicó, que a 16 de março de 1889, publicou: “As notícias que temos do Ceará não são satisfatórias. Do Ipu a 15 de fevereiro, de Pedra Branca a 12, e do Icó a 15 temos notícias de chuvas poucas, em algumas partes só havendo rama. Entre nós o desânimo já vai grande.” A 23 de março, o jornal já retratava o pleno quadro da seca:

“De quinze dias a esta data têm passado nesta cidade muitas famílias de retirantes de Catolé e Imperatriz (quase todas), procurando os brejos e o litoral, para escaparem da horrorosa seca que nos anda a esmorecer.” Na mesma data, o jornal publicou um ofício, datado de 15 de março, de Olegário Gonçalves de Medeiros, fundador do jornal e então Presidente da Câmara Municipal da Vila do Príncipe (Caicó), expondo ao Presidente da Província, que era o Dr. José Marcelino Rosa e Silva, a situação, e sugerindo medidas para a solução do problema.

No século seguinte, a partir da primeira década, o jornal “O Mossoroense”, de Mossoró, se fez a testemunha fiel, noticiando a chegada da seca, descrevendo cenas dolorosas do que atingia a população faminta, fazendo apelos de medidas urgentes às autoridades. Através de editoriais de capa (“As vítimas da seca dos sertões”, a 24/04/1904; “Seca nos sertões do Rio Grande do Norte”, a 24/05/1904), de alguns artigos de título alarmista (“Leva de retirantes”, “Sobre a seca”) e de colunas (“Seca e socorros”, o jornal fundado por Jeremias da Rocha Nogueira foi História.

O jornal oficial, “A República”, sempre publicou matérias dedicadas a divulgar e a debater solução quanto aos problemas da seca. Inclusive, a partir de 26 de junho de 1915, através da coluna “Serviço do interior”, manteve o leitor informado quanto ao que o jornal denominava “auxílio aos flagelados”. Por essa época, já existindo um órgão federal de combate aos efeitos das secas, que inicialmente teve o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas, o jornal fundado por Pedro Velho divulgava a sua ação.

Em dezembro de 1945, a Inspetoria foi transformada em departamento (DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), que continuou o trabalho anterior, sempre procurando agir visando encontrar um meio de, se não acabar pelo menos minorar os efeitos das secas. Mas trabalhos assim, às vezes por falta de uma melhor estruturação, se apresentam com falhas. Em 08 de abril de 1953, o jornal “A Ordem” chegou a definir como “atitude criminosa” o DNOCS ter retardado o aproveitamento de flagelados.

Muitas soluções foram pensadas pelas comissões do DNOCS, para se resolver este problema das secas: construção de poços e açudes, aproveitamento do leito natural dos rios como canais, irrigação técnica etc. Inclusive, uma investida quase na ficção científica: já em 22 de setembro de 1900, uma matéria no jornal “A República” falava em “chuva artificial”; coisa que seria concretizada mais de 50 anos depois, como o jornal “A Ordem”, de 12 de junho de 1951, noticiou: “Chuvas artificiais no sertão; experiências dos cientistas, primeiros resultados”.

Mas, chover sobre a região nem sempre é a melhor solução. Os arquivos dos jornais estão aí para reviverem notícias de tragédias provocadas por chuvas excessivas, que se derramam inundando cidades e campos, trazendo então prejuízos ao bioma. O mesmo jornal “O Povo”, de Caicó, noticia, a 08 de junho de 1889, chuvas caídas na cidade “...em condições de fazer transbordar os rios, e encher alguns açudes”, sem trazer benefícios, “porque destruíram todas as vazantes, agravando ainda mais os sofrimentos da população”.

A isoieta das chuvas no Nordeste, por vezes assusta tanto quanto as tragédias do brilho inclemente do sol no Polígono das Secas. Como disse certa vez Manoel Rodrigues de Melo, a cheia é a sucessora do dilúvio, destruindo povoações como fez à povoação de Oficinas, na Várzea do Açu, em 1924, e à de Rosário, em 1947, também na Várzea do Açu, a 15 de abril. A 15 de abril de 1964, o “Diário de Natal” informava: “Na cidade de Ipanguaçu ruíram nada menos que 39 casas. O leito do Rio Açu faltou apenas vinte centímetros para atingir o nível da cheia de 1924, que foi a maior”.

Relendo-se (e também revendo-se, pois o material produzido pelos repórteres fotográficos, que acompanham os repórteres redatores, é tão importante quanto os textos, do ponto de vista da informação noticiosa) as páginas de jornais do passado, pode-se constatar quanto alguns municípios sofreram o castigo climático. A 07 de abril de 1937, o jornal “A Ordem” reportava-se ainda às inundações de Ceará-Mirim, detalhando as “conseqüências danosas”. Precisamente 10 anos depois, a situação se repete. É o Rio Açu deixando um rastro de tristezas.

Segundo o jornal “A Ordem”, de 07 de abril de 1947, foi de quatro mil o número de vítimas da referida cheia do Rio Açu. Mossoró também não escapou deste fenômeno destrutivo das enchentes. Em 1950, sofreu o “flagelo das inundações”, com “danos consideráveis”, conforme a reportagem no jornal “O Mossoroense”, de 30 de abril de 1950. Por sua vez, o jornal “A República”, de 10 de julho de 1974, dizia que Macaíba havia sofrido a maior cheia de sua história. 1980 e 1981 também foram anos de enchentes, de grandes prejuízos.

Em 1981, as cidades de Afonso Bezerra e Pedro Avelino ficaram ilhadas (v. “Tribuna do Norte”, de 28 de março de 1981). E as enchentes levaram pânico à cidade de São Gonçalo do Amarante (v. “Tribuna do Norte”, de 02 de abril de 1981). No século 21, os jornais registraram coisas como a prefeitura de Governador Dix-Sept Rosado providenciando canoas e coletes salva-vidas, para as pessoas poderem enfrentar a fúria das águas inundando as comunidades ribeirinhas do Rio Apodi/Mossoró (v. “Correio da Tarde”, de 29 de abril de 2009).

O que não deve faltar ao nordestino é a consciência de que o fenômeno climático da seca é uma constante regional, não se devendo confiar em que algumas chuvas caídas durante alguns dias signifiquem sucesso assegurado à lavoura e à sobrevivência econômica. As chuvas podem vir, se avolumarem em enchentes, e depois irem embora deixando destruição. Em uma série de artigos publicados no “Diário do Natal” a partir de 22 de agosto de 1907, Felipe Guerra fala sobre chuvas de enchente no Brejo do Apodi, em 1901; faltaram, porém, no tempo necessário para segurar as plantações.
Foto reproduzida de acervo da enchente de 1924,
em Caicó, de autoria do fotógrafo Zé Ezelino
 *Com publicação na página do jornal Zona Sul

©2018 www.AssessoRN.com | Jornalista João Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN

História: Círculo de Trabalhadores Cristãos de Lagoa Seca, em Natal

CTC de Lagoa Seca ou antigo “Círculo Operário de Lagoa Seca” foi inaugurado em 1954 com missa celebrada pelo então padre Eugênio de Araújo Sales

Fundado em 07 de fevereiro de 1954, o Círculo de Trabalhadores Cristãos de Lagoa Seca (CTCLS), denominado de CTC de Lagoa Seca, e na sua fundação de Círculo Operário de Lagoa Seca, tem sede própria na Rua Monsenhor José Paulino, 1775, em Lagoa Seca, Natal-RN, é uma entidade sem fins lucrativos (econômicos), reconhecida de utilidade pública pela Lei Municipal nº 407, de 18/12/1955, e Lei Estadual nº 3.624, de 03/07/1968, sociedade civil de associação filantrópica, registrada no Conselho Nacional do Serviço Nacional de Ação Social e do Conselho Municipal de Serviço Social sob o nº 44, com CNPJ nº 12.640.736/0001-03, com número ilimitado de sócios, de natureza socioeconômica, cultural, religiosa e duração e tempo indeterminados.

Estatuto

O presente Estatuto da entidade, que substituiu o anterior, foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária na sede do CTC Lagoa Seca, no dia 10 de setembro de 2004, inscrito no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do 2º Ofício de Notas, sob o nº 316, e protocolado e registrado em microfilme sob o nº 6.175, do Livro “A” 80, em 17/05/2006, do referido Cartório da Capital potiguar.

De acordo com o Estatuto em vigor, o Círculo de Trabalhadores Cristãos de Lagoa Seca - CTC de Lagoa Seca, filia-se à Federação de Trabalhadores Circulistas do Estado do Rio Grande do Norte (FETCERN) e, conseguintemente, à Confederação Brasileira de Trabalhadores Circulistas (CBTC), integrando-se ao Movimento Circulista Nacional.

Princípios

Estão entre os princípios e objetivos do CTC Lagoa Seca: Inspirar-se na doutrina social-cristã; promover o combate à discriminação de qual natureza; Promover a classe trabalhadora e popular nos setores humanísticos, buscando também a justiça social, em especial nas áreas econômica, politica, social e ética; comprometer-se na defesa da dignidade humana do trabalhador da cidade e do campo, de qualquer atividade profissional e categoria salariais, bem como desempregados, marginalizados, idosos, crianças e adolescentes e micro-empresarial urbano e rural; Integrar e educar o trabalhador para autodeterminação e fortalecimento das organizações populares; Promover a formação de jovens, adultos e a cultura; Promover a defesa da criança e adolescente; Promover a defesa e os direitos dos idosos e dos aposentados.

Ainda de acordo com o Estatuto, o CTL de Lagoa Seca, desde sua fundação como Círculo Operário de Lagoa Seca, conforme os costumes e tradição, os circulistas católicos prestarão homenagem à Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças e a São José Operário, respectivamente, por ocasião ao Dia Nacional do Circulista, em 8 de outubro, e Dia do Trabalhador, 1º de maio.

Movimento Circulista

No contexto atual do circulismo, é oportuno ressaltar publicação de Paulo Oliveira, em CÍRCULOS OPERÁRIOS de Brentano a Rausch: “Ninguém esconde a necessidade de o Movimento Circulista acertar o passo com a realidade popular, e que o padre Urbano Rausch costuma citar duas situações que tem permitido a subsistência do Circulismo: 1) A existência de Círculos que mantiveram seu patrimônio imóvel, suporte da prestação de serviços, e 2) A caracterização do quadro associado, que, apesar das expressões ‘operário e trabalhador’ é muito mais ampla do que o conceito de classe. Essa é uma tendência”. E na sequencia afirma que “o caráter popular é de origem, dado que o Círculo foi sempre uma entidade interprofissional, nunca limitou o quadro exclusivamente a operários e, muito importante, o modelo tradicional de estatuto prevê o sócio cooperador, tipo que envolve um universo de posições”.

Missa de inauguração celebrada por Eugênio Sales

Segundo registros e relatos de sócios antigos, a missa de inauguração da fundação do Círculo de Trabalhadores Cristãos de Lagoa Seca (CTCLS), na ocasião Círculo Operário de Lagoa Seca, foi celebrada e presidida pelo padre Eugênio de Araújo Sales, que no mesmo ano fora nomeado Bispo Auxiliar de Natal, futuramente o Cardeal Dom Eugênio Sales, Arcebispo do Rio de Janeiro.
No ano do 64º aniversário do CTC Lagoa Seca
Com pesquisa e foto por www.Asssessorn.com

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sexta-feira, 30 de março de 2018

O rio chegou! A chegada das águas do rio


A CHEGADA DO RIO

Por Salete Pimenta Tavares*

E o rio chegou! Dizendo assim, parece que o rio não existia naquele lugar, ou mesmo, não se encontrava ali, naquele momento; e então torna-se difícil entender a expressão: “a chegada do rio”.

O certo é que, há a realidade das chegadas dos rios no sertão nordestino; e esta foi uma visão belíssima e impressionante, causada pelas chuvas de início de inverno, que eu tive a felicidade de presenciar.

Morando numa cidade do interior nordestino – Caraúbas -, eu estava acostumada a ver na época de inverno, chuvas fortes com relâmpagos (vindos de todos os lados) e trovões, cujos ruídos estalantes e depois estrondosos espalhavam medo e preocupação a toda população caraubense.  Vez ou outra caiam raios pela cidade, ignorando os famosos “apara-raios”, instalados e distribuídos em vários locais da cidade. Certa vez, um desses raios atingiu uma casa na cidade, atravessando a parede e derrubando, com o impacto, o cidadão morador daquela residência. Felizmente  ficou apenas o susto.Vários outros casos semelhantes aconteceram, sem maiores conseqüências.

Mas, vamos à chegada do rio.

Tudo aconteceu numa época em que fui morar na fazenda de um tio, chamada “Quixaba”. “Quixaba” já foi o título de um artigo que escrevi, nesse jornal, publicado no mês de março de 2006.

Tinha começado o inverno; por sinal um bom inverno naquele ano. Mas os rios e os açudes ainda continuavam secos, ou quase secos, como sempre acontece no período de estiada no sertão. As árvores permaneciam com o seu tom verde, mas de um verde amarelado, embora tivéssemos a esperança de que logo, logo, voltaria a sua cor definitiva. O pasto para alimentação dos animais já não existia e os mesmos tinham que ser alimentados com ração comprada, o que prejudicava  bastante a situação financeira dos fazendeiros. A água, também escassa, não era suficiente para atender o bebedouro dos animais, sendo necessário preparar cacimbas (escavação feita em leitos secos de rio que se acumula alguma água), ou mesmo furar poços para atender a necessidade de gente e animais.

E o rio chegou!

A tarde estava bonita, “bonita para chover”, expressão usada no interior, quando se aproxima a chuva. As nuvens já escurecidas ao nascente mostravam o tempo chuvoso que ia desabar. Mas a chuva não caia na fazenda. O fazendeiro e aquele povo humilde que compunha seus moradores, conhecedores das coisas do sertão, falavam: “a chuva é p’ras bandas das cabeceiras do rio e o mesmo irá encher de qualquer jeito e levará água para o açude”.  E o alvoroço! Todos queriam ver de perto aquele fenômeno, principalmente aqueles que, como eu, ainda não tinham presenciado a tal chegada do rio. E lá fomos nós para as margens do rio próximo à fazenda.

E eu pensava: como este rio vai encher se a chuva não tinha caído? Como pode ser isso possível?

De repente aquele barulho enorme; chiados, estrondos, estalos de galhos secos e a correria. Era ele sim; era o rio que vinha chegando trazendo consigo tudo o que encontrava no caminho: galhos, areias, pedras, cobras, matos, etc.; ele se aproximava e ia preenchendo  toda aquela extensão, parecendo uma cobra gigantesca, se arrastando de um lado para outro, como se estivesse à procura de um lugar apropriado para se esconder e fazer a sua morada.

Todos, ali presentes, iam acompanhando, em suas margens, o circuito do rio. Eu também, mas um pouco distante, pois tinha receio que, de repente, ele se estendesse pelas laterais e me carregasse junto com ele. A alegria era enorme e contagiava a todos. O rio corria em direção ao açude da fazenda e este, com certeza, estaria de braços abertos para recebê-lo.
Foi um quadro lindo, fantástico e emocionante. Senti a presença de Deus naquele momento; era uma das suas obras grandiosas acontecendo. Agradeci a Ele a felicidade de poder presenciar tão belo e perfeito  espetáculo da natureza.

Foto reproduzida jornal zona sul
*Com publicação na página do Jornal Zona Sul

quinta-feira, 29 de março de 2018

Diogo Nogueira apresenta novo show "Munduê" no RN

Artista lança a turnê nacional do elogiado novo álbum "Munduê" e se apresenta em São Paulo, Natal, Fortaleza, Novo Hamburgo e Porto Alegre nos meses de abril, maio e junho com realização da Opus Promoções.

Celebrando 10 anos de carreira, o cantor e compositor Diogo Nogueira está prestes a colocar na estrada o show do elogiado novo álbum “Munduê”, seu primeiro projeto inteiramente autoral eque traz sonoridade que privilegia a batucada e o samba de raiz. Com cenário de Helio Eichbauer e luz de Arthur Farinon, a Opus Promoções confirmou apresentações do artista em São Paulo, Natal, Fortaleza, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Os dias e locais são: 20 e 21 de abril, no Teatro Bradesco (São Paulo/SP); 25 de maio, no Teatro Riachuelo Natal (Natal/RN); 26 de maio, no teatro RioMar Fortaleza (Fortaleza/CE); 08 de junho, no Teatro Feevale (Novo Hamburgo/RS); 09 de junho, no Teatro do Bourbon Country (Porto Alegre/RS). Os ingressos já estão à venda. Confira o serviço completo abaixo.

No repertório, o sambista traz um show com destaque para o samba com pé no chão, com muito batuque, foco na ancestralidade, através de músicas inéditas de sua autoria e também composições que fizeram sucesso e marcaram a sua carreira. Há muito tempo Diogo Nogueira deixou de ser uma promessa para se tornar um de nossos maiores sambistas. Honrando o DNA herdado de uma das figuras mais queridas e emblemáticas do samba, o pai João Nogueira, o artista tem levado adiante o bastão do gênero sempre buscando se integrar aos novos, sem abandonar a velha guarda ou ceder aos modismos puramente comerciais.

Após chamar a atenção de Chico Buarque, que lhe deu uma canção inédita (“Sou eu”), gravou um DVD de clássicos do samba numa viagem a Cuba, promoveu encontros de gerações em seu programa da TV Brasil (“Samba na Gamboa”), conquistou dois Grammys, emplacou quatro sambas-enredo na Portela, sempre consagrados com notas dez dos jurados, agora chega ao final de sua primeira década de carreira com o álbum “Munduê”.

Pela primeira vez, Diogo Nogueira assina todas as faixas do álbum. Ao longo de 14 composições, ele apresenta parcerias com nomes da nova geração e dedica o trabalho a mestres do gênero, como Noel Rosa, Zeca Pagodinho, Cartola, Candeia, Monarco, Paulinho da Viola, Jorge Aragão e Nelson Cavaquinho, entre outros. Já Martinho da Vila, também saudado, e que terá uma homenagem especial durante o show, escreveu a elogiosa sinopse. “Este é o quinto disco de estúdio, mas, na essência, é o seu primeiro de puro samba. (...) Eu, cá na Vila, bato palmas e digo: vá em frente, menino. Agora, se alguém perguntar quem é o Diogo, não preciso responder que é o filho do João Nogueira.  Afirmo com segurança: É um belo cantor, com personalidade própria. Um artista verdadeiro. Um elo na corrente da perpetuação do samba”.

O álbum “Munduê” foi produzido por Rafael do Anjos com Alessandro Cardozo, e é um trabalho que representa a salutar tomada de posição de Diogo em favor do bom samba de raiz, com interessante número de arranjos com ênfase na percussão e com mensagens na linha positiva, que quer também melhorar o País e o mundo com seu som, incluindo mensagens para energizar nosso espírito em tempos tão tenebrosos. E o show segue a mesma proposta.

A banda que o acompanha é formada por João Marcos (baixo e direção musical), Henrique Garcia (cavaquinho), Wallace Pres (violão), Jefferson Gordo (bacteria), Maninho (percussão), Bruno Barreto (percussão e coro), Wilsinho (percussão) e Fabiano Segalote (trombone). O show  em São Paulo terá a participação de Lucy Alves.

Duração: 110 min

Classificação: Livre

Realização: OPUS PROMOÇÕES

NATAL (RN)
Dia 25 de maio
Sexta-feira, às 21h
Teatro Riachuelo (Av. Bernardo Vieira, 3775 / Natal – RN)
www.teatroriachuelonatal.com.br

INGRESSOS:

Setor
Inteira
Meia-Entrada
Frisas 05 e 06
R$ 140,00
R$ 70,00
Frisas 03 e 04
R$ 150,00
R$ 75,00
Frisas 01 e 02
R$ 160,00
R$ 80,00
Balcão Nobre
R$ 180,00
R$ 90,00
Plateias B
R$ 200,00
R$ 100,00
Camarote
R$ 200,00
R$ 100,00
Plateia A
R$ 220,00
R$ 110,00


- 50% de desconto para os primeiros 350 ingressos para cliente do plano Unimed Natal e médicos cooperados. Desconto válido apenas com a apresentação da carteira (UNIMED NATAL) e CPF. Desconto limitado a 1 (um) ingresso por CPF;

*Descontos não cumulativos a demais promoções e/ou descontos;
** Política de venda de ingressos com desconto: as compras poderão ser realizadas nos canais de vendas oficiais físicos, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário. Nas compras realizadas pelo site e/ou call center, a comprovação deverá ser feita no ato da retirada do ingresso na bilheteria e no acesso à casa de espetáculo.
***A lei da meia-entrada mudou: agora o benefício é destinado a 40% dos ingressos disponíveis para venda por apresentação. Veja abaixo quem têm direito a meia-entrada e os tipos de comprovações oficiais no Rio Grande do Norte:
- IDOSOS (com idade igual ou superior a 60 anos) mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
- ESTUDANTES mediante apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) nacionalmente padronizada, em modelo único, emitida pela ANPG, UNE, UBES, entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos. Mais informações: www.documentodoestudante.com.br 
- PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E ACOMPANHANTES mediante apresentação do cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. No momento de apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto.
- JOVENS PERTENCENTES A FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA (com idades entre 15 e 29 anos) mediante apresentação da Carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto.
- JOVENS COM ATÉ 15 ANOS mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
- PROFESSORES DA REDE PÚBLICA E PARTICULAR DE ENSINO mediante apresentação de carteira funcional emitida pela Secretaria Municipal de Educação de Natal ou holerite acompanhado de documento oficial com foto.
- ACOMPANHANTES DE CADEIRANTES (quando necessário).
- DOADORES REGULARES DE SANGUE são considerados doadores regulares de sangue aqueles registrados nos bancos de sangue dos hospitais do município de Natal.
**** Caso os documentos necessários não sejam apresentados ou não comprovem a condição do beneficiário no momento da compra e retirada dos ingressos ou acesso ao teatro, será exigido o pagamento do complemento do valor do ingresso.

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:
Bilheteria do Teatro: Shopping Midway Mall - Av. Bernardo Vieira 3775 - piso L3 (terça a sábado, das 12h às 21h, domingo e feriado, das 14h às 20h)

Site: www.uhuu.com

Atendimento: falecom@uhuu.com

Assessoria de imprensa do Teatro Riachuelo:
Luciana Oliveira – (84) 98728-0813 luciana@sollarcomunicacao.com.br
Luciana Oliveira
Assessora de Imprensa
Imagem relacionada à divulgação/Rafaê Silva

A escola, o professor e o diagnóstico precoce do câncer; Leia artigo


Por Gabriella Pereira do Nascimento
Coordenadora Pedagógica - Casa Durval Paiva

Para crianças e adolescentes a escola é o espaço de integração, cooperação, interação e aprendizado. Espaço de vivências que possibilita o desenvolvimento do ser humano de forma significativa e que, por isso, faz parte da rotina diária de muitos sujeitos. A escola exerce uma função de muita responsabilidade social, pois, em conjunto com a família e demais grupos sociais colabora com o desenvolvimento do sujeito nos mais diversos aspectos.

Neste sentido, levando em consideração que as crianças e adolescentes passam muito tempo de sua rotina saudável inseridos no ambiente escolar, os membros que compõe o grupo, principalmente os professores, podem ser os maiores aliados no diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. Através do contato diário, sinais e sintomas como cansaço, irritabilidade, dores, desequilíbrio ao andar, manchas brancas nos olhos, entre outros, podem ser evidenciados e sugerir que algo está errado. Assim, o professor pode alertar a família do aluno a procurar suporte médico e investigar os sinais e sintomas percebidos o mais brevemente.

Nos casos em que o diagnóstico é confirmado, a escola e o professor continuam a ter um papel fundamental na vida do aluno. Em conjunto com o atendimento educacional hospitalar e domiciliar executado através das classes hospitalares, devem oferecer todo suporte educacional, disponibilizando os materiais didáticos, listas de conteúdos escolares, atividades, trabalhos e avaliações. Além disto, o professor deve exercer seu aspecto humanizador, promovendo a inclusão do aluno com câncer. Deve ainda integrar-se a equipe que compõe a classe hospitalar e domiciliar, para que junto a ela possa garantir que o aluno continue aprendendo, embora esteja em tratamento de saúde.

Algumas estratégias podem ser adotadas pela escola a fim de colaborar com a identificação dos sinais e sintomas do câncer infantojuvenil, bem como, para trabalhar a inclusão de crianças e adolescentes diagnosticados com a doença.

Para trabalhar com a coletividade, as estratégias mais comuns são: disseminar o conhecimento através de aulas temáticas, palestras e feiras de ciências; elaborar e executar projetos pedagógicos envolvendo diversas disciplinas, tais como: ciências, português, física, química, dentre outras, que podem auxiliar no processo de ensino aprendizagem; trabalhar com textos sobre a temática utilizando a interpretação textual, bem como, a reescrita com diversos gêneros textuais, tais quais: folder, redação, notícia, cartazes, etc.; de forma lúdica, envolver os alunos na contação e produção de histórias; realizar visitas de campo a Instituições, como a Casa Durval Paiva e oferecer palestras educativas envolvendo a comunidade escolar a respeito do câncer infantojuvenil.

 Quando se tem um aluno diagnosticado com câncer, além das estratégias supracitadas, a escola também pode colaborar com a continuidade do processo de escolarização adotando medidas que possibilitarão a inclusão da criança e do adolescente e ainda que contribuirão com o seu desempenho no tratamento médico. Nesse momento, tanto o professor assim como toda a equipe escolar assumem papéis importantíssimos, pois o resgate, mesmo que mínimo, da rotina educativa também atua como aspecto terapeutizante, fazendo com que o aluno tenha uma perspectiva de futuro que vai além do tratamento médico.

Entre estas medidas podemos ressaltar: assegurar e/ou efetivar a matrícula do aluno; disponibilizar os materiais pedagógicos: lista de conteúdos, atividades, livros didáticos, provas; avaliar quantitativamente e qualitativamente as produções feitas pelo aluno, bem como, os relatórios encaminhados pela equipe da classe hospitalar/domiciliar; manter-se informado sobre a condição de saúde do aluno; discutir com a comunidade escolar a respeito do aluno com câncer e ações de prevenção e identificação de possíveis sinais e sintomas.

Assim, o trabalho desenvolvido nessa perspectiva, busca promover uma transformação significativa na vida de todos os sujeitos, pois observa em cada educando um cidadão que tem direitos e deveres a serem assegurados. É imprescindível acompanhar o aluno com câncer desde a sua chegada até que possa caminhar com autonomia, trilhando seu caminho e sendo agente da própria história. Também é necessário ter em mente que a cura nem sempre é o passo final. Por isso, é preciso unir forças para a escola estar presente e fazer a diferença para cada um deles, oferecendo cuidados ativos e totais mesmo quando a doença não responde aos tratamentos curativos, oportunizando a todos, indiscriminadamente, viver com a melhor qualidade de vida e dignidade possíveis.
Assessoria de Comunicação Casa Durval Paiva

Espetáculo inédito "Os Melhores do Mundo Futebol Clube" chega a Natal em maio

Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo apresenta o espetáculo inédito "Os Melhores do Mundo Futebol Clube" em Natal

 Consagrada por espetáculos de sucesso de púbico e crítica como “Notícias Populares” e “Hermanoteu na Terra de Godah”, a Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo volta a Natal com o espetáculo inédito “Os Melhores do Mundo Futebol Clube”. As apresentações acontecerão nos dias 26 e 27 de maio, no Teatro Riachuelo.

 O espetáculo trata, com o humor irreverente da companhia, do universo do futebol, mostrando a paixão do brasileiro por esse esporte. Uma excitação sem limites que extrapola o indivíduo e explode no grito de milhares de pessoas, eletrizadas com a emoção, a euforia e a intensidade de um estádio cheio de cores e vida. E além dos grandes estádios ou da TV, uma pelada no campinho da várzea tantas vezes revela jogadas sensacionais e inspira lágrimas e abraços. E tudo isso apenas com um punhado de jogadores e o mais importante – e mais incrível ainda – uma só bola.

Futebol! A verdadeira paixão nacional, assunto na boca de dez entre dez brasileiros. Qual é a química desse esporte que deixa pra trás a política, o governo, a vizinha, o carro e a novela? E que, apesar da nossa seleção, ainda é audiência garantida e rende intermináveis polêmicas juvenis até nos mais sexagenários!

Assim a Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo sente-se na obrigação de entrar em campo, vestir a camisa, descer do salto e fazer uma goleada à sua maneira: muito humor. Numa série de quadros, o espetáculo “Os Melhores do Mundo Futebol Clube” vai visitar os tipos, as situações, as angústias e as glórias do mundo da bola. Um espetáculo que promete disparar o coração da torcida e desopilar o seu fígado.

A Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo tá na área. Derrubou, é pênalti!

Sobre a Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo

 A Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo comemora em 2018, vinte e três anos de história e vinte anos de existência do espetáculo “Noticias Populares”. Criada em 1998 a peça teve repercussão nacional em junho de 2006 durante uma entrevista no Programa do Jô, Os Melhores do Mundo apresentaram a esquete de Joseph Klimber, o homem que não desistia nunca, porque afinal de contas “a vida é uma caixinha de surpresas”! Alguns dias depois, essa cena iria parar na internet, inaugurando uma nova era no humor digital e transformando Os Melhores do Mundo no grupo teatral de maior sucesso do Brasil.

Por conta da popularidade alcançada pelo vídeo, o grupo se apresentou em todas as capitais do país, estabelecendo recordes de público. Além disso, o grupo fez quatro temporadas em Portugal e duas nos Estados Unidos, sempre com teatros lotados. Em 2018, o espetáculo “Notícias Populares” retorna aos Estados Unidos com uma turnê.

SERVIÇO

CIA. DE COMÉDIA OS MELHORES DO MUNDO – OS MELHORES DO MUNDO FUTEBOL CLUBE

Datas | Horários: 26 e 27 de maio, sábado, às 21h e domingo, às 20h.

Teatro Riachuelo (Av. Bernardo Vieira, 3775 / Natal RN)

www.teatroriachuelonatal.com.br

INGRESSOS

Setor
Inteira
Meia-entrada
Balcão Nobre
R$90,00
R$45,00
Frisas
R$90,00
R$45,00
Plateia B
 R$120,00
R$60,00
Plateia A
 R$140,00
R$70,00
Camarotes
 R$140,00
R$70,00


Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Realização: Jorge Elali Produções

CANAIS DE VENDAS

Bilheteria do Teatro: Shopping Midway Mall - Av. Bernardo Vieira 3775 - piso L3 (terça a sábado, das 12h às 21h, domingo e feriado, das 14h às 20h).

Luciana Oliveira
Assessora de Imprensa
Imagem relacionada à divulgação

IMD alavanca discussões sobre 4ª Revolução Industrial no workshop Indústria 4.0 - Desafios e Perspectivas


O Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (IMD/UFRN) vai promover, no dia 10 de abril, o workshop Indústria 4.0 - Desafios e Perspectivas, para debater os passos iniciais da Universidade no fomento a pesquisa, inovação e formação de recursos humanos, com a finalidade de suprir as medidas traçadas pela Agenda brasileira para a Indústria 4.0 do Governo Federal.

O evento será aberto pelo diretor do IMD, professor José Ivonildo do Rêgo, às 8h30, e seguido pela palestra Desafios para a Indústria 4.0 no Brasil, proferida por Marcelo Prim, Gerente-executivo de Inovação Tecnológica do SENAI e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), às 9h.

Às 10h15 está prevista mais uma palestra, dessa vez contando com a contribuição do professor Eduardo Mário Dias, da Universidade de São Paulo (USP), que discorrerá sobre o tema Contribuindo para a Indústria 4.0 no Brasil. Às 11h será a vez da mesa redonda Construindo Soluções para o Cenário Tecnológico da Indústria 4.0, com os três primeiros participantes.

A programação do turno da tarde será aberta às 14h30 pelo professor Pablo Javier Alsina (DCA/UFRN) com a palestra Visão Geral e perspectivas da UFRN sobre os desafios da Indústria 4.0, seguida da mesa redonda Indústria 4.0 e perspectivas para o RN, que contará com a participação dos professores André Maitelli (UFRN/FUNPEC), Álvaro de Oliveira (Human Smart Cities Networks), Gustavo Leitão (IMD/UFRN) e Anderson Paiva (Parque Metrópole). O encerramento está previsto para 18h.

Informações e inscrições em www.industria40.imd.ufrn.br.

SOBRE AGENDA BRASILEIRA PARA A INDÚSTRIA 4.0
As 3 primeiras revoluções industriais trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem, a eletricidade e a tecnologia da informação, elevando a renda dos trabalhadores e fazendo da competição tecnológica o cerne do desenvolvimento econômico. A quarta revolução industrial, que terá um impacto mais profundo e exponencial, se caracteriza, por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico. A esse novo momento mundial damos o nome de Indústria 4.0.

A Agenda Brasileira para a Indústria 4.0 é o resultado de um amplo debate com o setor produtivo brasileiro, liderado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Esses debates culminaram na definição de medidas estratégicas para a transformação da indústria como conhecemos hoje e a esse conjunto de ações foi dado o nome de Jornada para a Indústria 4.0.

A missão da Agenda 4.0 por meio da Jornada para a Indústria é contribuir para a transformação das empresas em direção à essa nova realidade, estruturada em etapas, seguidas segundo o grau de maturidade ou necessidade de cada empresa.

Há grandes desafios para a economia brasileira, em especial para a indústria, que enfrentou adversidades recentemente. Apesar disto, os dados apontam a quarta revolução industrial como uma oportunidade para o país. A expectativa é de uma redução 73 bilhões por ano em custos e de 34 bilhões em ganhos de eficiência e de 7 bilhões em economia de energia.

Para mais informações sobre a Indústria 4.0 acesse: www.industria40.gov.br. 
Assessoria de Comunicação
do Instituto Metrópole Digital
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quarta-feira, 28 de março de 2018

Semana Santa: Como saber se o peixe é bacalhau?


Em épocas como a Semana Santa, quando aumenta a procura por pescados, o bacalhau costuma estar entre os mais consumidos. Mas você sabia que bacalhau não é uma espécie de peixe, mas vários? A informação é conhecida por poucos, apesar de o produto ser um dos mais consumidos – especialmente nas datas comemorativas como a Semana Santa e o Natal. Por mais estranho que pareça, a verdade é que três espécies marinhas podem ser vendidas com esse nome. O peixe torna-se “bacalhau” por causa do processo pelo qual estas espécies são submetidas.

Segundo Sandra Prudente, professora de Nutrição da Estácio Ponta Negra, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento somente pode ser denominado como bacalhau o produto salgado ou salgado seco, quando elaborado com peixe das espécies Gadus morhua (Bacalhau Cod), Gadus macrocephalus (Bacalhau Pacífico) e Gadus ogac (Bacalhau Groenlândia), devendo constar, na rotulagem, o nome científico da espécie utilizada.

Quanto ao processo, ele consiste na salga e secura do pescado, explica a professora. O sabor e o valor nutritivo são mantidos. No processo de salga, o bacalhau é colocado em tanques cobertos por quilos de sal e assim fica por cerca de quatro semanas. Durante as duas primeiras semanas o peixe fica em salmoura. Depois, é retirado, lavado e armazenado para permanecer mais uma ou duas semanas descansando em sal. Conforme o tamanho e a espessura do peixe chega-se a trocar o sal mais de uma vez.

Benefícios do Peixe

Os peixes possuem grande quantidade de cálcio, fósforo, ferro e iodo, proteínas de alto valor biológico, além do conhecido Ômega 3, que tem ação antioxidante e anti-inflamatória. “Alguns exemplos de pescados com boa concentração dessa gordura saudável são o salmão, a sardinha e o atum. Sendo assim, seu consumo deve ser feito pelo menos duas vezes por semana, ao invés de apenas na quaresma”, explica a professora.

O bacalhau contém gorduras saudáveis, como o ômega-3 e ômega-6, nutrientes importantes para diminuir o LDL [colesterol ruim], triglicerídeos e aumentar o HDL [colesterol bom], e é importante na prevenção e controle de problemas cardiovasculares, inflamatórias, autoimunes e até câncer, informa. [por assessoria de imprensa]
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Atuação do farmacêutico nos cuidados paliativos a pacientes oncológicos; Leia artigo


Por Isabelle Resende CRF2541
Farmacêutica - Casa Durval Paiva

O câncer infantil tem aumentado nos últimos tempos por falta de um diagnóstico precoce. Casos que, quando diagnosticados tardiamente, já estão em estágio terminal, levando o paciente a muitos episódios de dor e trazendo transtornos emocionais, aumentando também o número de óbitos. Os cuidados paliativos têm como objetivo cuidar e melhorar a qualidade de vida do paciente até a morte.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), Cuidado Paliativo é um processo de atenção que melhora a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias, enfocando o paciente integral num momento de enfrentamento da finitude pela impossibilidade de cura.

 Os cuidados paliativos devem ser realizados pela equipe multidisciplinar com o objetivo de aliviar a dor. O farmacêutico, nesse processo, é responsável por avaliar as prescrições, garantindo que os medicamentos controlem os sintomas e também orienta os cuidadores em relação às medicações que serão usadas, como: a forma de administração, o modo de utilizar, explicando e desmistificando o uso de alguns medicamentos que serão necessários.

Observamos que os pacientes apresentam muitas queixas, assim, procuramos evitar a polifarmácia que é a prescrição e administração de vários medicamentos, uma vez que os pacientes em cuidados paliativos devem tomar a menor quantidade de doses de remédios, pois o organismo já se encontra bastante comprometido pela quantidade de medicações usada durante todo o processo de quimioterapia, o que pode ocasionar as reações adversas.

Durante esse processo, existem alguns sintomas mais comuns detectados, são eles: náuseas, vômitos, ansiedade, dores, dentre outros, mediante o que se faz necessário o acompanhamento farmacoterapêutico, com o objetivo de detectar e/ou prevenir problemas relacionados a esses medicamentos.  A informação clara aos pacientes é importante na adesão ao tratamento medicamentoso, sendo orientados o paciente e o cuidador em relação à maneira de utilizar o medicamento e as possíveis reações adversas.

Nesses casos, o fato do paciente estar vivo não significa que tenha qualidade de vida, pois a dor interfere em vários fatores, inclusive no relacionamento com a família. Nesse contexto, a Casa Durval Paiva através da equipe multidisciplinar presta assistência, acolhendo o paciente mesmo sem possibilidade de cura, proporcionando uma melhora do seu bem estar físico, emocional e mental, mediante atividades que complementam a terapia medicamentosa, proporcionam qualidade de vida, fazendo com que os sintomas da doença sejam controlados.
Assessoria de Comunicação Casa Durval Paiva
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