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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Pioneirismo da imprensa feminina no Rio Grande do Norte

Constância Lima Duarte e Diva Cunha Pereira de Macêdo

Transcrito do jornal cultural “O Galo”, de junho de 1997.

Em 1993, quando revirávamos bibliotecas e arquivos em busca dos traços mais remotos da produção literária feminina do Estado, fomos surpreendidas com notícias da existência de inúmeros jornais e revistas dirigidas e compostas exclusivamente por mulheres. Essas publicações evidentemente pretendiam legitimar uma produção intelectual, na medida em que se colocavam enquanto um espaço legítimo de veiculação de trabalhos literários.

Assim, de uma pesquisa em andamento, uma outra nasceu. Buscávamos o corpus da literatura de autoria feminina no Rio Grande do Norte, e encontramos o meio utilizado pelas autoras para a divulgação de seus escritos. Aos poucos, juntando informações como quem junta um quebra-cabeça, reunimos títulos, datas e alguns nomes das que primeiro por aqui tentavam romper barreias sociais e ensaiavam investidas no espaço público.

Anteriormente tínhamos encontrado a notícia de um jornal chamado Primavera, que havia sido publicado por um certo senhor Custódio L. R. d”A em Açu, no ano de 1875, e que se dirigia “às caras e inestimáveis leitoras”. Os jornais e revistas dirigidos por (e para) mulheres apenas começam a surgir no início do século, como A Esperança, que circulou entre os anos de 1903 e 1908, em Ceará - Mirim, e que surpreende por ter sido todo ele manuscrito! O fato de não ter acesso às tipografias não impediu que Dolores Cavalcanti e Isaura Carrilho se investissem do papel de redatores registrassem, numa caligrafia caprichada, as veleidades literárias das jovens de seu tempo. Aquelas moças provavelmente estavam impelidas pela esperança de um dia também elas serem reconhecidas enquanto escritoras...

Anos depois, em 1913 em Macau, surgiu (devidamente impresso) a Folha Nova, dirigido inicialmente por Alexandrina Chaves e depois por Maria Emília e Joana G. Sampaio. Eram suas colaboradoras Leonor Posada e Olda e Dulce Avelino, conhecidas poetisas de seu tempo. Em Açu, de 1917 a 1919, circulou O Alphabeto sob a direção de Maria Antônia de Morais, com a colaboração de Cecília Cândida Silva, Maria Leitão e América de Queiroz e Palmyra Wanderley. Em Macau encontramos também notícias do jornal A Salinésia, de 1926, criado por um grupo de jovens e que era apresentado oralmente (!) no Teatro Moderno. Em Caicó, neste mesmo ano de 1926 circulou pela primeira vez o Jornal das Moças, dirigido por Georgina Pires e Dolores Diniz. As colaboradoras assinavam seus textos sob os pseudônimos de Marinetti, Potiguara, Violeta, Flor de Liz, Helenita, Sertaneja, entre outros. E em Currais Novos existiu O Galvanópolis, de 1931 q 1932, sob a direção de Maria do Céu Pereira.

Em Natal, a primeira iniciativa parece ter sido Via-Láctea, idealizada e dirigida por Palmyra e Carolina Wanderley, que circulou durante os anos de 1914 e 1915. Além dele encontramos ainda em Natal os jornais Sursum, de 1937, O Potiguar, de 1939, entre outros.

Vejamos esta publicação intitulada Via-Láctea. Após tê-la procurado nas principais bibliotecas públicas e particulares de Natal e do interior, sem sucesso, fomos encontrá-la na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, em meio a outros periódicos de mesmo nome, de locais e épocas diferentes. Ali estava, em nossas mãos, a mesma Via-Láctae de Palmyra e Carolina Wanderley que numa estrelada noite de 1914 havia surgido nos céus potiguares. Eram apenas oito números – de outubro de 1914 a junho de 195 – mas o suficiente para testemunhar a iniciativa daquelas moças de também participar do espaço público.

Como no oitavo número uma das redatoras reclamava da pequena participação das colaboradas, julgamos que a publicação tivesse terminado aí. Mas pesquisas posteriores, principalmente em A República, revelaram que mais alguns números – pelo menos uns quatro ou cinco – foram publicados de Via-Lácea. Aliás, encontramos em A República referências a praticamente todos os números do jornal. Cada novo lançamento era noticiado, sendo que algumas vezes com veementes elogios à coragem de suas autoras e à qualidade o Material impresso.

Mas nem tudo eram flores para as jovens redatoras. No mês que comemoravam um ano da existência do jornal, por exemplo, encontra-se o comentário de um jornalista que nos permite perceber com nitidez a resistência que enfrentaram, as críticas e uma certa descrença no trabalho que realizavam. O autor da nota confessa abertamente sua surpresa pelo fato de a Via-Láctea ter conseguido sobreviver tanto tempo, nestes termos:

A Via-Láctea festejou ontem o seu primeiro aniversário. Não nos queriam mal as redatoras da simpática revista por lhes dizer que nunca acreditamos na realização deste milagre. Sempre pensamos que uma revista de moças, redigida exclusivamente por moças, terá em nossa terra a prematura existência das rosas. Não havia nesse pressuposto sombra de desconfiança na inteligência e boa vontade as colegas que revelaram, dês da publicação do primeiro número da Via-Láctea, qualidades à altura da espinhosa iniciativa. O nosso receio provinha do ambiente intelectual indígena, dessa indiferença de natal para manifestações artísticas, tidas como desnecessárias à vida da cidade. (A República, 26/10/1915)

Esta confissão de pouca fé na sobrevivência da revista, devido principalmente ao fato de se tratar de uma publicação feita por mulheres, encontra-se também em outros artigos. Da mesma forma, a confusão entre as autoridades e o seu trabalho através do emprego sistemático de expressões concernentes às qualidades esperadas ou desejadas para s moças. Assim, para a maioria dos jornalistas, a Via-Láctea era sempre “mimosa” “encantadora” e “gentil”, numa flagrante feminização do periódico que lutava par se impor enquanto trabalho sério, e que se propunha lutar pelo aperfeiçoamento intelectual da mulher potiguar.

O primeiro grupo de colaboradoras foi constituído por oito moças da melhor sociedade letrada de Natal, como Palmyra e Carolina Wanderley, Stella Gonçalves, Maria da Penha, Joanita Gurgel, anilda Vieira, Dulce Avelino e Cordélia Sílvia e Sinhazinha Wanderley. A forma como se dava a colaboração de Cada uma com certeza era diferenciada, pois é comum encontrar um número maior de textos assinados por algumas no mesmo periódico, enquanto outras aparecem apenas com um artigo ou poema. E logo no segundo número Palmyra e Carolina Wanderley assumem a coordenação geral dos trabalhos.

Um dos graves problemas que uma pesquisa como esta costuma enfrentar è justamente a identificação dos pseudônimos, que terminam por funcionar como verdadeiras máscaras que se multiplicavam sempre em touros e novos nomes. O uso do pseudônimo, aliás, foi um artifício muito utilizado pelas mulheres nos séculos passados, e mesmo nas primeiras décadas deste, como forma de se proteger e de preservar os familiares da exposição pública e da crítica. Adentrar pelo campo literário (ou o jornalístico) naqueles tempos era uma atitude decididamente audaciosa para qualquer mulher, por mais competente ou talentosa que fosse. E no Rio Grande do Norte não era diferente.

Assim, apesar de a Via-Láctea trazer na primeira página os nomes de suas autoras, os textos estão quase sempre assinados por outros nomes, como Fanette, Mércia, Marluce, Hilda, Nídia, Zanze, Myriam, Ida Silvestre, Ângela Marialva, Violante do Céu, Jandira, etc. etc, totalizando cerca de vinte e cinco pseudônimos. Quanto ao teor dos escritos o subtítulo “Religião, Arte, Ciências e Letras” aponta para seu conteúdo.  Predominam poemas, contos e crônicas, em meio a comentários obre arte, descobertas científicas e matérias sobre o papel da educação na formação das moças.

Encontra-se nas páginas da Via-Láctea, inclusive, uma polêmica entre duas colaboradoras Acerca da educação que devia ser ministrada à mulher, que bem deve revelar as opiniões conflitantes sobre o tema que circulavam na época. Uma defenda educação voltada para s funções domésticas; a outra por acreditar na emancipação feminina através da educação, exige uma educação mais consistente que permitisse à jovem competir com o rapaz no campo de trabalho. Aliás, esta discussão devia estar na ordem do dia pois, acabava de ser inaugurada na cidade, com muita pompa e circunstância, a Escola Doméstica, cujos diretores alardeavam que sua proposta educacional representava a Última palavra na Europa em educação de meninas...

Em matérias de jornais, um cronista que costumava assinar “Jacynto” (e que não era outro senão Eloy de Souza, irmão de Henrique Castriciano, o fundador da Escola Doméstica) refere-se de modo desabonador ao Via-Láctea e defende a função social da mulher preconizada pela nova escola. Não deixa de ser bem significativo, comparar o nome do jornal que veiculava as idéias da Escola Doméstica. “O Lar”, com ao da revista “Via-Láctea”: enquanto um refletia nitidamente os limites domésticos de seu horizonte de atuação, outro adotava um título que bem pode ser considerado a prova contundente de que maiores e bem mais elevados era os seus ideais.

Estas questões, aqui aprestadas tão ligeiramente, refletem apenas nosso desejo de incentivar outros pesquisadores para o estudo da participação das mulheres potiguares na história intelectual do Estado. Se queremos realmente conhecer o difícil trajeto percorrido por nossas antepassadas na busca de seus direitos e na conquista de seus espaços, será preciso pesquisar em antigos jornais e revistas. Lá com certeza encontram-se ainda hoje o eco de suas vozes.

- Com publicação do Jornal Zona Sul, em 12/08/2022.

- Saiba aqui mais sobre mulheres potiguares pioneiras no jornalismo, inclusive a caicoense Júlia Medeiros, que não teve o reconhecimento merecido na época de sua atuação.

Imagem reproduzida da internet/divulgação

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terça-feira, 27 de setembro de 2022

Festa dos Santos Mártires do RN se encerra no feriado de 3 de outubro

 

A festa dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu será celebrada no período de 24 de setembro a 3 de outubro, refletindo o tema: “Caminhemos juntos com os Santos Mártires”. As celebrações acontecerão no Santuário, localizado na comunidade de Uruaçu, município de São Gonçalo do Amarante, região Metropolitana de Natal. Diariamente, a programação constará de missa, às 5h; recitação do terço, às 18h30, e novena, às 19 horas.

Feriado

No dia 3, feriado no Rio Grande do Norte em homenagem aos protomártires do Brasil, a programação será intensa, iniciando às 5h30, com uma caminhada, saindo da Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante, com destino ao Santuário dos Mártires, em Uruaçu. Durante o dia serão celebradas missas às 7h, às 10h e às 12 horas. 

A partir das 14h, acontecerá um momento de louvor, animado pela cantora Fátima Santos, e, às 15h, apresentação da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte e quinteto violado. 

Às 17h, será celebrada a missa solene, presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha.

Protomártires do Brasil

Os Mártires potiguares morreram por defender a fé católica, no ano de 1645. O primeiro grupo foi martirizado em 16 de julho, no engenho Cunhaú, no município de Canguaretama, e o segundo grupo foi martirizado no dia 3 de outubro, em Uruaçu. Eles foram beatificados em 5 de março de 2000, pelo Papa João Paulo II, e canonizados em 15 de outubro de 2017, pelo Papa Francisco.

Com postagem do Portal da Arquidiocese de Natal

Foto: Cacilda Medeiros

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“Kurta na Kombi” será uma das atrações do 5º Curta Caicó, que começa dia 03 de outubro

 

A programação do 5º Curta Caicó terá início na próxima segunda-feira (03). E uma das atrações desta edição é o “Kurta na Kombi”, projeto de cinema de rua itinerante que realiza mostras de filmes em um veículo Kombi, apelidado de “Maria Kombita”, adaptado com estrutura e equipamentos de projeção, o que possibilita mobilidade para contemplar diferentes territórios.

Idealizado pelos produtores culturais Marcelle e Luiz Paulo (Umara), o Kurta na Kombi fará três exibições durante o festival, estreando no Arco do Triunfo, próximo à Igreja de Sant´Ana. Na programação também haverá mostra de filmes na Palma, comunidade da zona rural de Caicó (dia 04), e no Bairro Frei Damião, dia 05 de outubro. 

“Com o Kurta na Kombi, vamos estimular a formação de público em vários cantos da zona urbana e rural de Caicó. Vamos exibir filmes que dialoguem com essas realidades e que tragam momentos de entretenimento e reflexão para o público”, destacou Raildon Lucena, diretor do Curta Caicó.

Além das exibições do Kurta na Kombi, o festival também levará mostras de filmes para o Sesc Seridó, universidades locais e também para o cinema de Caicó, o Cineland. Todas as sessões são gratuitas e o público também poderá conferir a programação do festival em sessões via streaming. A programação completa do festival será divulgada ainda essa semana.

O 5º Curta Caicó é uma realização da Referência Comunicação. O festival conta com patrocínio da Eletrocenter, MC Telecom Revendas TIM, Seridó Plast e Supermercado Santa Rita. O evento conta com apoio do Sistema Fecomercio, através do SESC RN, além dos seguintes apoios culturais: ACCIRN, Bobox Produções, Cardume, Cineland, Místika, Tarrafa Produtora, Terraço Gastrobar e UEPB.

Por assessoria de Imprensa

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sábado, 24 de setembro de 2022

Instituto Histórico e Geográfico do RN participa da 16ª Primavera dos Museus

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte participará da 16ª Primavera dos Museus, com uma programação aberta ao público, a ser realizada no próximo sábado, dia 24 de setembro. A ação, de abrangência nacional, é uma temporada cultural coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e acontece anualmente, no início da primavera.

As atividades do evento no IHGRN compreendem palestras, mesas redondas, exposições e visitas mediadas, ações ministradas por membros e sócios.

A abertura do evento acontece às 07h45 e vai até 17h. A entrada no IHGRN é gratuita e não é necessária inscrição prévia.

Programação gratuita e aberta ao público vai das 7h45 às 17h. (Imagem: Maria Simões)

PROGRAMAÇÃO

7h45 às 8h

Abertura do evento pela presidente Joventina Simões e detalhamento da programação pela coordenadora de eventos Nouraide Queiroz

Abertura da exposição "Do Magnânimo aos fundadores: nossa história através de desenhos", de Franklin Lima

8h às 9h

Mesa redonda sobre o acervo e o museu do IHGRN - Gustavo Sobral e André Felipe Pignataro

9h às 10h

Palestra “Pesquisa, Institucionalização e Memorialização dos Potiguares Notáveis pelo IHGRN em seus anos iniciais” - Vicente Serejo, Alexandre Gurgel e Marlúcia Paiva

10h às 12h

Palestra “A Independência do Brasil: história e reminiscência no Rio Grande do Norte” e quiz educativo sobre o tema, com premiação para os três primeiros colocados - Luciano Capistrano

13h às 14h

Visitação guiada ao museu do IHGRN - Matheus Pereira e Mateus José

14h às 14h45

Recital de piano solo - Mateus Naamã

14h45

Fala de pré-encerramento do evento

15h às 17h

Visitação guiada ao Centro Histórico de Natal - Henrique Lucena

Serviço

16ª Primavera dos Museus no IHGRN

Local: IHGRN -  Rua da Conceição, 622, Cidade Alta, Natal/RN

Data: 24 de setembro de 2022

Horário: 7h45h às 17h

O Instituto - 120 anos

Fundado em 1902, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande completou 120 anos em 2022. É a mais antiga instituição cultural potiguar. Abriga a biblioteca, o arquivo e o museu mais longevos em atividade do Estado. Promove exposições, palestras e atividades voltadas à manutenção e divulgação da cultura, história e geografia norte-rio-grandense, e publica a sua revista desde 1903, sendo a mais antiga em circulação no Rio Grande do Norte.

Marcela Bulhões/Assessoria de Comunicação

comunicacao@ihgrn.org.br

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sábado, 10 de setembro de 2022

Curta Caicó anuncia 82 filmes selecionados em sua 5ª edição

Com programação híbrida, festival será realizado entre os dias 3 e 8 de outubro

A organização do 5° Curta Caicó anunciou os filmes selecionados para as mostras competitivas e paralelas do festival, que será realizado em formato híbrido, no período de 03 a 08 de outubro. O anúncio foi feito nesta sexta (09), em live no canal do Curta Caicó, com apresentação de Vitor Búrigo.

Ao todo, serão exibidos 82 filmes que irão compor as diversas mostras do festival, entre as quais a Nacional, Potiguar, Seridó e Nordeste. O festival também contará com mostras paralelas temáticas que homenageiam antigos cinemas de Caicó: Cine Alvorada (curtas fantásticos e futuristas), Cine Pax (diversidade), Cine Rio Branco (infanto-juvenil) e Cine São Francisco (filmes universitários). Outras mostras especiais compõem o restante da programação.

Com programação completamente gratuita, os filmes serão exibidos no Cineland, sala de cinema de Caicó e nas universidades locais. Haverá também exibições dentro do projeto Kurta na Kombi, em bairros e comunidades rurais de Caicó. A programação também estará disponível na plataforma de streaming do festival: www.curtacaico.com.br.

Os filmes concorrerão a várias premiações especiais Prêmio Místika e Prêmio Tarrafa de Distribuição. Haverá também o Prêmio da Crítica, concedido pela ACCIRN – Associação de Críticas do Cinema do Rio Grande do Norte. O público também escolherá os vencedores do júri popular, mediante cadastro básico no www.curtacaico.com.br.

Realizado no interior do Rio Grande do Norte, o festival vem se consolidando como uma importante vitrine de exibição e fomento ao cinema nacional. Para esta edição, o festival recebeu 813 inscrições de todo o país, acumulando mais de 3.200 filmes inscrito em cinco edições do festival. “Fomentar o audiovisual no interior do Rio Grande do Norte é uma das missões do Curta Caicó. E a cada edição percebemos que há um interesse maior dos realizadores do Seridó em produzir filmes e encaminhar para o festival”, ressaltou Raildon Lucena, diretor do festival.

A curadoria das mostras Potiguar e Seridó foi realizada por Daniel Jaber e Luciana Damasceno, fundadores da Cardume, streaming que visa fomentar e difundir o mercado para curtas-metragens brasileiros. Já a curadoria da Mostra Nacional, e das demais mostras paralelas, ficou sob responsabilidade do Núcleo de Mídias Digitais Machado Bittencourt da Universidade Estadual da Paraíba, tendo como curadores: Hipólito Lucena, Rebbeca Souza, Francisco Haniel, Gabriel Heitor e Giovanna Azevedo.

O 5º Curta Caicó é uma realização da Referência Comunicação e conta com patrocínio da Eletrocenter, Supermercado Santa Rita, MC Telecom Revendas TIM e Seridó Plast. O festival também conta o apoio do Sistema Fecomércio do RN através do SESC RN. Além dos seguintes apoios culturais: UEPB, Cardume, Cineland, ACCIRN, Místika, Tarrafa e Bobox Produções.

CONFIRA OS SELECIONADOS DO 5º CURTA CAICÓ

MOSTRA ACAUÃ – NACIONAL

Andrômeda, de Lucas Gesser (DF)

Ausências, de Antonio Fargoni (SP)

Cervos de papel, de Guilherme G. Pacheco (RS)

Benzedeira, de San Marcelo e Pedro Olaia (PA)

Céu de agosto, de Jasmim Tenucci (SP)

Ímã de geladeira, de Carolen Meneses e Sidjonathas Araújo (SE)

Memória de quem (não) fui, de Thiago Kistenmacker (RJ)

Nazaré: do verde ao barro, de Juraci Júnior (RO)

O Pato, de Antônio Galdino (PB)

O que resta, de Nathan Cirino (PB)

MOSTRA POTIGUAR

Abandono, de Seo Cruz e Marcos Bulhões (RN)

Cordel da vila: a rainha louca contra o escandaloso, de Gil Leal (RN)

Entenebrecida, de Rafael Bacelar (RN)

Impermanentes, de Manoel Batista e Julio Castro (RN)

Maleme, de Lígia Kiss (RN)

Orange, de Wallacy Medeiros (RN)

Papa-Jerimum, de Harcan Costa e Clara Leal (RN)

Sideral, de Carlos Segundo (RN)

Time de Dois, de André Santos (RN)

Vila de Bilros, de Dênia Cruz (RN)

MOSTRA SERIDÓ

Aula fora de sala: Possidônio Silva, de Igor Gomes (RN)

Casa Velha, de Ilanna Thalma (RN)

Castelo da Xelita, de Lara Ovídio (RN)

Corpo Seco, de Bruno César (RN)

Morada, de Osani (RN)

Olho D’água, de João Batista e Ivan Russo (RN)

Olho Em Perfeito Silêncio Para As Estrelas, de Dynho Silva (RN)

MOSTRA NORDESTE

Aluísio, o silêncio e o mar, de Luiz Carlos Vasconcelos (PB)

A pizza, de Fábio DeSilva (RN)

Da boca da noite à barra do dia, de Tiago Delácio (PE)

Dionísia, poema além da floresta, de Nilson Eloy (RN)

Eu sou raiz, de Cíntia Lima e Lílian de Alcântara (PE)

Querida Abayomi, de Sebastião Formiga (PB)

Regresso ou alguma coisa que criamos sobre nós, de Maycon Carvalho (PB)

Um som de resistência, de Genilson de Coxixola (PB)

MOSTRA RIO BRANCO (INFANTO-JUVENIL)

5 fitas, de Heraldo de Deus e Vilma Martins (BA)

Aurora – A rua que queria ser um rio, de Radhi Meron (SP)

Biscoito de barro, de Deleon Souto (PB)

Entre muros, de Gleison Mota (BA)

Hospital de brinquedos, de Georgina Castro (CE)

Meu nome é Maalum, de Luísa Copetti (RJ)

Nem todas as manhãs são iguais, de Fabi Melo (PB)

O sonho de Zezinho, de Edmundo Lacerda (BA)

MOSTRA CINE PAX (DIVERSIDADE)

Canudos em minha pele, de Rosa Amorim (PE)

Cem Pilum – A história do dilúvio, de Thiago Morais (AM)

Incúria, de Tiago A. Neves (PB)

Luazul, de Letícia Batista e Vitória Liz (SP)

Meia lata d´água ou lagarto camuflado, de Plínio Gomes (BA)

O Crime da Penha, de Daniel Souza Ferreira e Dudu Marella (SP)

Quantos mais?, de Lucas de Jesus (BA)

Todos os prêmios que eu nunca te dei, de Caio Scot (RJ)

MOSTRA CINE S. FRANCISCO (UNIVERSITÁRIA)

Cidade Sempre Nova, de Jefferson Cabral (RN)

Como respirar fora d’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros (SP)

Estas lápides onde habitamos, de Ana Machado e Vitor Artese (SP)

Longe de casa, de Esdras Marchezan e Izaíra Thallita (RN)

Para além das tragédias, de Rafael Oliveira (BA)

Quando eu soltar a minha voz, de Guilherme Telles (RJ)

Traços, de Carol Moraes (RJ)

O Último cinema de rua, de Marçal Viana (RJ)

MOSTRA CINE ALVORADA

A Botija, o beato e a besta-fera, de Túlio Beat (PE)

Areia Negra, de Bruno Albuquerque (CE)

Contravozes, de Rafael Ghiraldelli (SP)

Desejo, de Tássia Dhur (MA)

Noite macabra, de Felipe Iesbick (RS)

The Moons, de Gabriel Kalim Mucci (SP)

Trabalho é campo de guerra, de Pedro Carcereri (MG)

Vale do vento eterno, de Pedro Medeiros (RN)

MOSTRA FOCO

XXI pega de boi no mato na fazenda Pitombeira, de Nelder Medeiros (RN)

Corpos negros na arte, de Lenilda Sousa (RN)

História do cinema antigo de Mossoró, de Luiza Gurgel (RN)

Marisqueiras da RDS Ponta do Turbarão, de Alexandre Santos e Meysa Medeiros (RN)

Só Podia Ser em Pedro Velho, de Diego Sevla (RN)

SESSÃO ESPECIAL

PANORAMA 1 – MEMÓRIAS

Da janela vejo o mundo, de Ana Catarina Lugarini (PR)

Essa saudade, de Yan Araujo (PB)

Ilusões perdidas, de Guilherme Telli (SP)

Maré, de Mirela Kruel e Jaques Rangel (SC)

Sei que tudo é memória, de Nathália Oliveira (RJ)

PANORAMA 2 – VOZES

A Casa do Caminho, de Renan Montenegro (DF)

Cidade entre rios, de Leonardo Mendes, Weslley Oliveira (PI)

Dois Riachões: Cacau e Liberdade, de Fellipe Abreu e Patrícia Moll (SP)

O Elemento Tinta, de Luiz Maudonnet e Iuri Salles (SP)

Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha (RJ)

Mais informações: www.curtacaico.com.br / Instagram: @curtacaico

Por assessoria de imprensa

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Projeto Palco Natal apresenta "A invenção do Nordeste"


Vencedor do Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia e do Cesgranrio de Melhor Espetáculo, entre outros, o espetáculo “A Invenção do Nordeste” aborda o surgimento e a trajetória histórica da região nordeste, propondo a desconstrução da imagem estereotipada do nordestino. Com produção da Jorge Elali Produções, a consagrada produção potiguar, do Grupo Carmin, chega ao palco do Teatro Riachuelo no dia 23 de outubro.

Motivada por reações xenófobas, manifestadas na internet durante as eleições de 2014, a atriz e diretora Quitéria Kelly encontra, na obra de Durval Muniz de Albuquerque Júnior - “A Invenção do Nordeste e Outras Artes” - um ponto de partida para refletir as divisões sociais brasileiras.  Durante a pesquisa, o Carmin mergulhou nos mecanismos estéticos, históricos e culturais que contribuíram para a formação de uma visão reducionista do Nordeste brasileiro. A partir daí, Pablo Capistrano e Henrique Fontes escreveram uma auto ficção onde um diretor é contratado por uma grande produtora de fora do Nordeste para preparar dois atores norte-rio-grandenses na disputa pelo papel de um personagem nordestino. Durante a preparação, a identidade nordestina entra em cheque, os atores refletem sobre sua identidade, cultura, história pessoal e descobrem que ser e viver um personagem nordestino não é tarefa simples. Afinal, existiria apenas uma identidade nordestina?

SERVIÇO:

A Invenção do Nordeste

Dia 23 de outubro, domingo, às 19h

Teatro Riachuelo (Av. Bernardo Vieira, 3775 / Natal – RN)

www.teatroriachuelonatal.com.br

Duração: 60 minutos

Classificação: 12 anos

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:

Bilheteria do Teatro: Shopping Midway Mall - Av. Bernardo Vieira 3775 - piso L3 (terça a sábado, das 14h às 20h).

https://uhuu.com/

Ingressos a partir de R$ 25,00 (meia)/ R$ 50,00 (inteira)

Realização: Jorge Elali Produções

Luciana Oliveira/Assessora de Imprensa

luciana@sollarcomunicacao.com.br

(84) 98728-0813

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Município do RN que já foi “Vila do Príncipe” recebeu correspondência carinhosa da Rainha Elizabeth II


O Assessorn.com publicou em julho de 2015, a “Rainha da Inglaterra responde carta de aluna de educandário caicoense”. Aliás, outras cartas da realeza também foram destaques em outras ocasiões, mas essa foi mais comentada nas redes sociais pelo fato do aniversário dos 90 anos do educandário, berço da educação na região Seridó e arredores. 


A correspondência selada com o timbre da realeza britânica é endereçada à “Miss Fernanda Batista de la Nogueira” e assinada pela assistente 
Lady-in-Waiting. “A Rainha deseja que eu escreva e agradeça pela sua carta. Vossa Majestade está lisonjeada de saber de você, e está interessada em saber de sua escola em Caicó-RN, onde você e seus colegas estão estudando a revolução Inglesa”, diz trechos da missiva, e relata textualmente que “a Rainha não poderá visitar a sua escola, por ter uma agenda muito lotada”, e agradece para o chá da tarde e da gentileza dela ter escrito para a rainha.

Confira a postagem completa: Rainha da Inglaterra responde carta de aluna deeducandário caicoense.

Abaixo, vídeo com reportagem da InterTV Cabugi/Rede Globo.

Fotos reproduzidas das redes sociais

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