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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Jesus Cristo



DA GALILÉIA A JERUSALÉM

Públio José – jornalista
(publiojose@gmail.com)
                                    
Por menor que seja o conhecimento bíblico das pessoas, muitas sabem que Jesus nasceu em Belém, na Judéia, e que depois se transferiu para a Galiléia. Por qual motivo? Qual a explicação para a mudança? Mistério... O termo galiléia vem do hebraico, galil, que significa círculo, anel. Assim, trazendo o termo para o sentido geográfico, galil envolve uma circunscrição, uma região, um distrito. De origem antiqüíssima, o termo sofreu transformações através dos tempos, até se fixar como designativo do nativo daquele espaço geográfico. Desde longo tempo, a Galiléia, juntamente com a Judéia e Samaria, passou a integrar o território da Palestina. Das três, a Galiléia era a mais pobre, a mais atrasada e a que mais se distanciou, ao longo da história, dos preceitos religiosos que caracterizaram mais fortemente as outras duas províncias, e que redundaram no surgimento do judaísmo – a fé no Deus único.     

Desde suas origens, por um capricho geográfico, a Galiléia se viu espremida entre as maiores potências da região, fazendo fronteira com a Assíria e a Babilônia. Por conta de tal vizinhança, foi invadida, dominada e explorada inúmeras vezes, com seu povo sendo escravizado por longos períodos. Daí o seu atraso intelectual, material e religioso em relação à Judéia e Samaria, motivo de preconceito, afastamento e desprezo dos outros dois povos em relação aos galileus, apesar das origens comuns. Aliás, o preconceito da parte dos outros dois povos aos galileus era tão grande que eles não eram considerados do “tronco de Davi”, sendo-lhes negado também o cumprimento amistoso, o parentesco com o Messias (que ainda viria), casamentos e transações comerciais que os envolvessem. Dita com arrogância e soberba, a frase “pode sair algo de bom da Galiléia?” resumia todo o preconceito.

É aí que entra Jesus Cristo na história da Galiléia. Embora nascido em Belém, também conhecida por Belém de Judá, povoado situado a oito quilômetros de Jerusalém, Jesus estabeleceu-se logo cedo em solo galileu, fazendo, nos seus trinta e três anos de vida, um sintomático itinerário: nasceu em Belém (que significa “casa do pão”); foi criado em Nazaré (que significa “renovo”, “ramo novo”); fixou sua base de operações em Cafarnaum (que significa “compassivo”, “misericordioso”), e terminou seus dias em Jerusalém (que significa “lugar de paz”). É importante se ressaltar que o período mais importante e frutífero de sua obra, durante três breves anos, transcorreu quase sempre em terras da Galiléia. Como (em linguagem popular) para bom entendedor, meia palavra basta, no caso de Jesus, mesmo que não tivesse dito uma só palavra, só o percurso que percorreu já soaria como um recado claríssimo.

Senão, vejamos. Jesus nasceu em Belém, cujo significado expressa “casa do pão”; não foi à toa, então, que Ele disse “eu sou o pão da vida”. Jesus foi criado em Nazaré, cujo significado (“renovo”, “ramo novo”), retrata sua pessoa como a proposta renovada de Deus para a salvação dos homens; também não foi à toa que disse: “eu sou a videira verdadeira”. Jesus estabeleceu seu ministério em Cafarnaum, que significa “compassivo, misericordioso”, termos que marcaram fortemente a essência do seu ministério; igualmente, não foi à toa que disse “misericórdia quero e não sacrifício”. Jesus, crucificado, encerrou seus dias em Jerusalém (“lugar de paz”), gesto que traduz com fidelidade seu desejo para que a paz prevaleça entre os homens; por isso não foi à toa que falou “eu vos dou a minha paz”. Dádiva, aliás, de difícil aplicação em razão de exceder o entendimento humano. “Amai-vos uns aos outros...”
      
- Com postem Candelária e a Sua Realidade
  

Despedida do escritor colombiano Gabriel García Márquez



Escritor Gabriel García Márquez morre aos 87 anos

Foto: EFE/Mario Guzmán

O escritor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, morreu nesta quinta-feira (17), aos 87 anos, em sua residência na Cidade do México. [Portal UOL > Leia mais]

 

A dor e a delícia de ser escritor



Por Flávio Rezende*

O ser humano tem tendência ao 0800 negativo, reclamando de certas coisas e deixando de aproveitar muitas e muitas possibilidades que o planeta oferta para alegria individual e coletiva.

Além da família, caridade, caminhar, amar, mar, viajar, ler, futebol, cinema e pizza, adoro de paixão escrever e, quando passo um tempo sem poder exercitar esta atividade, fico como se algo estivesse faltando em meu ser.

Este prazer ocorre quando estamos produzindo algum “escrito”, como o que ocorre neste exato momento e, depois, quando compartilhamos o texto com o possível público leitor, seja através do envio por e-mails, pelo Facebook ou via publicação em jornais e sites diversos.

O prazer neste momento ocorre principalmente quando o texto produzido, encontra do lado de lá, ai onde você se encontra, uma serventia, produz uma satisfação ou provoca uma positiva reação, ao ponto, muitas vezes, do leitor interagir com o escritor, respondendo, questionando, elogiando e até discordando, claro.

Ao longo de minha trajetória de escritor, principalmente no que diz respeito aos artigos, vou percebendo as reações e tirando algumas bobas e óbvias conclusões, que revelam a vida como ela é.

Quando escrevo sobre meu deslumbramento com a natureza, das caminhadas, da fusão entre meu eu interior e o universo, do amor pela família, pelos filhos e por servir a sociedade através da Casa do Bem, surgem muitos e-mails maravilhosos, de leitores muito felizes por estar compartilhando sentimentos tão queridos. Este momento é o de êxtase do escritor, a delícia sem igual.

Já os textos mais políticos ou com algum teor espiritualista, ao mesmo tempo que geram posições assemelhadas dos que me leem, proporcionam também uma certa ira dos que pensam diferente, com pedidos para que não envie mais os “escritos” e, alguns, muito brabos, discordando e escrevendo coisas impublicáveis.

A dedução que faço é simples: muitas pessoas não gostam de confrontar suas posições. Não querem de maneira nenhuma observar, analisar e nem ouvir falar de algo diferente daquilo que acreditam. Neste momento, o escritor sente dor, posto que não escreve para ofender e sente a intolerância se apossando de alguns, cegando e eliminando a possibilidade do contraditório produzir reflexão ou, no mínimo, informação a mais.

No meu último escrito uma senhora, diante da proposta que fiz de pôr fim aos partidos políticos em decorrência do comportamento errático dos mesmos hoje no Brasil, mandou um e-mail pedindo apartheid de minha produção e, dizendo, sem meias palavras, que tinha ódio do meu ser.     

E assim vou, entre dores e delícias, fazendo o que gosto muito, escrever, que dividindo espaço com o amor por tudo e por todos, a prática da caridade e o usufruto das maravilhas que o planeta azul me oferta, somam o sentido de minha atual encarnação e nesta missão que está em curso, espero estar fazendo algo de útil para alguns e produzido de sentido, para outros.
       
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)

Programa Vida Viva do Corpo de Bombeiros do RN terá investimentos do Ministério do Esporte


Foto: Imprensa CBMRN/Divulgação

Oportunizar uma melhor qualidade de vida através da prática regular de atividade física. Esse é o objetivo do Programa Vida Viva do Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN) que oferece, desde 2005, atividades esportivas regularmente para população da melhor idade.

Nesta quarta-feira (16), durante um encontro entre o subcomandante da corporação, Coronel Otto Ricardo Saraiva, e o Secretário de Esportes de Natal, Eduardo Machado, realizado no quartel do CBMRN, em Natal, a instituição militar recebeu a boa notícia de que será incluído, pela Prefeitura de Natal, no Programa Vida Saudável, do Ministério do Esporte.

Com isso, o programa Vida Viva, que  hoje é mantido por meio de uma parceria entre a academia Flex Fitness e o CBMRN, passaria a receber investimentos direto do Governo Federal ampliando a oferta de serviços e, consequentemente, o número de vagas para novos participantes.