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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Fotografia Potiguar em Pauta

Exposição Fotográfica


Foto: Canindé Soares/Divulgação

 
 
 
 
 
A fotógrafa e procuradora do Estado Leila Cunha Lima (foto) está com a exposição “Salve a Amazônia”, na Artefacto, da Avenida Hermes da Fonseca. A mostra é um trabalho autoral, voltada para o documentário que mostra uma Amazônia exuberante e, ao mesmo tempo, clamando pelo socorro do planeta.
Veja fotos da abertura da exposição pelas lentes de Canindé Soares:
 
Expedição ao Vale do Ceará Mirim
Casarios seculares, história da colonização, engenhos de cana de açúcar e os visuais do Vale, serão temas para ser fotografado numa Expedição para Ceará Mirim, cidade distante 45 km de Natal. O passeio é um bate e volta e acontecerá no dia 16 de setembro, saindo às 06h00 da manhã.  Veja detalhes no link:
 
Curso Básico de Fotografia
Estão abertas as matrículas para o Curso Básico de Fotografia, que começará no dia 05 de outubro, onde o aluno vai aprender tudo que for necessário para tirar fotos como um profissional. A turma tem vagas limitadas e já tem gente matriculada... veja detalhes:
 
Curso Avançado
Para aquelas pessoas que já possuem uma câmera reflex e quer se aperfeiçoar em fotografia, o curso avançado vai estudar HDR, Fluxo Digital, Flash Dedicado, Iluminação de Estúdio, Book Fotográfico, Lightroom, entre outros temas... Veja o link para mais informações:

Os 10 maiores municípios do RN segundo estimativas do IBGE

De acordo com a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dez maiores municípios potiguares em número de habitantes são: Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceará-Mirim, Caicó, Assu, Currais Novos e Apodi, totalizando 1.724.986 habitantes. A soma em todo o RN: 3.228.198. O IBGE divulgou na sexta-feira (31), as estimativas das populações residentes nos 5.565 municípios brasileiros com data de referência em 1º/07/2012.
 
Diagnóstico das três por região
 
Fazendo um diagnóstico desse mapa das 10 maiores cidades do RN, quatro delas estão na Região Metropolitana de Natal, ou seja, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Ceará-Mirim, que somado a outras cidades da região, formam o fenômeno da explosão demográfica das últimas décadas no cinturão da Grande Natal. A partir dessa leitura, observa-se que segue a cidade de Caicó, na região Seridó que antes ficava atrás apenas da Capital e de Mossoró, na região Oeste. Ou seja: continua Natal agora com a região Metropolitana, Mossoró (Oeste) e Caicó (Seridó).

Confira os números:

Música: Aquarela do Brasil; Orquestra Tabajara de Severino Araujo

Maestro Severino Araújo (1917-2012), mais de oitenta anos de dedicação à musica no Brasil


Representantes do RN no 67º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia que ocorre no Rio

Foto por assessoria: Divulgação
Está acontecendo no Rio de Janeiro, o 67º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Trata-se do congresso do centenário da entidade. Representando a SBD/RN, os membros da diretoria: Larissa Morais, Kelly França e Sidney Augusto Costa que marcaram presença no evento que será encerrado nesta terça, dia 4 de setembro, com show especial da cantora Ivete Sangalo.
 

Carta Potiguar lança nesta 2ª feira versão impressa do Portal


Foto: cartaz/divulgação
O portal Carta Potiguar lança nesta segunda-feira (03), a primeira edição de sua versão impressa. O periódico quinzenal tem o perfil independente, opinativo, “uma alternativa crítica na mídia potiguar” e tem como objetivo o aprofundamento de temas relevantes para os potiguares. O lançamento será às 19h30 no pub Whiskritório, localizado à Rua Enico Monteiro, 1851, no bairro de Capim Macio. A entrada é gratuita e, na ocasião, serão distribuídos exemplares do periódico.
 
Sobre o portal
 
O portal Carta Potiguar tem como objetivo trazer uma visão alternativa das análises políticas e culturais locais e cresceu com a proposta de comentar as notícias que estão em pauta e promover um diálogo diferenciado, que vai para além de noticiar os fatos.
 
A Carta Potiguar é composta por mais de 40 colunistas e inúmeros colaboradores

domingo, 2 de setembro de 2012

Viva o circo, um espetáculo de felicidade em qualquer idade

Por João Bosco de Araújo
Jornalista ▶ boscoaraujo@assessorn.com  
 
Foto: www.assessorn.com
O circo me foi sempre vivo, nem sei contar às vezes que me vi contagiado pela alegria de criança ao ouvir na rua: “O circo chegou!” Ficava armado no terreno do acampamento - vem disso o nome do bairro caicoense – e logo íamos inspecionar in loco, para repassar aos outros meninos vizinhos:  “É grande, tem bicho, muitos carros”, era o diagnóstico imediato da capacidade e tamanho do espetáculo. Restava saber o dia da estreia, estrategicamente, num final  de semana, e esperar o grito cortando a Coronel Martiniano, entrando por outras ruas centrais da cidade: “Hoje tem espetáculo. Tem sim senhor. Às oito horas da noite. É, sim senhor!”      
 
Passada a temporada, geralmente duas semanas, nunca mais do que quatro, pelo porte da população, desarmavam-se as lonas coloridas e o circo seguia seu destino nômade de compartilhar a vida com seus espetáculos, fossem menor ou maior, mas sempre de energia para os adultos, seus palhaços trapalhões, sem dispensar alegria e algodão doce para as crianças.
 
Num desses, que nos marcou, foi o Grand Bartolo Circo, final dos anos sessenta, que, inclusive, apresentava  drama em sua programação. Numa das peças, “O direito de nascer”, antigo sucesso da radionovela, que ainda perdurava, num tempo sem a massificação da televisão, aliás, longe de Caicó, apenas na capital havia o sinal de tevê.
 
Apesar de ido embora, o circo continuava em nós. Juntávamos um grupo para armar as brincadeiras, escolhida a casa de dona Maira Cunha, na Augusto Monteiro. À noite, os vizinhos, e de outras ruas ao redor, enchiam o armazém nos fundos da residência para ver os “espetáculos” que nem sempre terminavam como ensaiados à tarde, assim mesmo os aplausos de aprovação. No colégio, sim, a reprovação de alguns colegas do circo por não acompanhar as lições fora da aula. Dentre esses, não necessariamente os reprovados, Jaciel Cunha (Galego), seu irmão Jurandir e suas irmãs Miriam e Marieta, todos filhos de dona Maria; Willame do Hotel Guanabara (Cabecinha); meu irmão Gilberto; Justino Dantas; os irmãos Pedro e Paulo Afonso; meu primo Eugênio e mais outros que compartilhavam das brincadeiras. 
      
Hoje, com o circo da televisão – literalmente - e a própria arte circense exibida no meio eletrônico, ir ao circo tem sido menos acostumado e valorizado, se bem que o espetáculo ao vivo jamais acabará, defende especialistas no assunto.
 
Circo não tem mais animais, uma medida politicamente correta, mas tem espetáculo, sim senhor! Nesses dias, lembrei-me de meu pai, foi com ele que descobri a admiração pelo circo. Estava no Circo Tihany, ainda uma das atrações que preserva a arte circense no mundo, já com sessenta, ou mais, anos de espetáculo. Na entrada, perguntei se o fundador continuava vivo e a resposta de um mexicano, a maioria dos funcionários, foi que ele mora nos Estados Unidos. A propósito, o Tihany surgiu no Brasil e ganhou o mundo nas mãos dele, o mágico húngaro Franz Czeisler, hoje com 95 anos de idade.
 
Viva o circo, viva o espetáculo. Ir ao circo é uma felicidade, seja aonde for, em qualquer idade!

Único brasileiro vivo a contribuir para a chegada do homem à lua vive esquecido e sem aposentadoria

Como foi em Natal o dia do homem na Lua
 
Novo Jornal encontra o “único brasileiro vivo que contribuiu para a chegada do homem à Lua”. É  um Neil Armstrong papa-jerimum
 
Reportagem de Nadjara Martins para o NOVO JORNAL
 
“Eu sou o único brasileiro vivo que contribuiu para a chegada do homem à Lua”. A frase pode até soar arrogante para alguns, mas diante da simplicidade de seu autor, não pode ser encarada deste modo. Antônio Albuquerque de Medeiros, 71, mais conhecido como  “seu Toinho”, tem todo o direito de reivindicar o posto.
 
Durante 14 anos, o senhor de gestos simples e memória fotográfica, operou um dos 29 telescópios Baker-nunn espalhados pelo mundo – um deles localizado em Natal. Por meio do rastreamento de satélites, essas máquinas foram utilizadas para mapear o céu e definir o caminho que o foguete Apollo 11 e Neil Armstrong fariam até a Lua, em 20 de julho de 1969.
 
Desde 1945, Natal já era uma capital conhecida por sua estratégica posição geográfica. Localizada na “esquina do continente”, a cidade é o único ponto de encontro que possibilita viagens para três continentes: África, Ásia e Europa.
 
Além disso, em 1965, graças à sua localização próxima a linha do Equador Magnético – local em que os pólos magnéticos da terra se encontram e se anulam – a capital potiguar também passou a abrigar a primeira base aeroespacial da América Latina: a Barreira do Inferno. O fato alçou Natal ao status de Capital Espacial do Brasil.
 
Talvez Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Audrin, astronautas tripulantes da missão Apollo 11, não imaginassem que todo o treinamento e disciplina que superaram para alcançar um mundo sem gravidade necessitasse, também, da ajuda de um anônimo habitante da esquina do continente. Antônio, na época com 26 anos, um curraisnovense formado apenas “na escola da vida”, media, fotografava e rastreava a trajetória de todos os satélites já lançados, que percorriam o céu potiguar durante as noites da década de 1960.
 
Naquela época, o mundo era dividido em dois pólos: o capitalista, representado pelos Estados Unidos, e o socialista pela União Soviética (URSS). Desde 1958, as duas potencias mundiais disputavam a hegemonia política, e o ponto alto desta disputa estava na ‘corrida espacial’. Desde 1958, EUA e URSS barganhavam o papel de potência mais evoluída tecnologicamente, a ponto de ser responsável por levar o homem à lua.
 
Apesar da URSS ter saído na frente, quando em 1961 enviou o primeiro homem ao espaço, o astronauta soviético Iuri Gagarin, os EUA logo assumiu o controle da corrida. O projeto Apollo, desenvolvido entre 1961 e 1972, tinha o principal objetivo de levar o homem até a lua. E é neste ponto que entra o Brasil.
 Através de uma parceria entre a NASA e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1967 o país recebeu o projeto Banker-nunn. Instalado no Centro de Pesquisas
 
Espaciais Barreira do Inferno, o projeto contava com uma estação destinada a rastrear o posicionamento de satélites de maior relevância. Esse rastreamento, que já era feito em outras cidades do mundo, foi um dos estudos que possibilitou à NASA definir qual a trajetória que seria percorrida pelo Apollo 11.
 
“Eu tinha todas as estrelas do céu na minha mesa”, conta Albuquerque, sem esconder o orgulho. Ele se refere às fotos que a câmera Baker-nunn tirava das estrelas e satélites visíveis na noite potiguar. Pesando 2,5 toneladas, a máquina, apontada para o céu, fazia uma trajetória de 180º de leste a oeste com uma lente de 40 polegadas de espessura.
 
Cada laser disparado pela máquina refletia no satélite. O reflexo era captado pela câmera, gravando em placas de vidro um negativo do que percorria o céu naquele momento. “Ela conseguia tirar uma foto de uma bala de chupar a 440km de altitude”, completa.
 
Albuquerque não se subestima: ele sabe que é a memória viva do que aconteceu naquela época. “Somente duas pessoas controlavam aquela máquina, mas só eu estou vivo”, conta. “Eu tenho o maior orgulho de ter feito parte da história potiguar e ter ajudado ao desenvolvimento da tecnologia de hoje”.
 
Entretanto, apesar de saber da importância de tudo o que já fez, ele se emociona ao olhar arquivos antigos. Entre papéis amarelados, desencavava comprovantes de pagamento (ganhava o equivalente a R$12.500 mensais), o livro de notas em que catalogava os satélites e até mesmo um diploma que recebeu da NASA pelo reconhecimento do seu trabalho.
 
O reconhecimento, porém, ficou somente no papel. Com o fim da corrida espacial e o corte de recursos para o projeto Apollo pelo presidente Richard Nixon, o Projeto Banker-nunn também fechou as portas. Após 14 anos, Albuquerque e os demais pesquisadores foram mandados de volta para casa, sem aposentadoria ou auxílio financeiro. O ex-operador passou a sobreviver com a renda de um salário mínimo, proveniente da pequena oficina mecânica que montou.

“Salve a Amazônia”, a arte de Leila Cunha Lima em exposição na Artefacto

 
Foto: Elias Medeiros
A Procuradora do Estado, Leila Cunha Lima, exibe sua arte em exposição com o tema: “Salve a Amazônia”. O lançamento aconteceu na noite desta quarta-feira (29), na Artefacto, da avenida Hermes da Fonseca, em Natal.
 
Competente e talentosa, a doutora Leila Cunha Lima deixa o mundo jurídico, seu ofício diário, para fazer uma incursão pelas belezas naturais da Amazônia, e registra a vida plena com seus gritos e socorros, além da exuberância da fauna e da flora. As imagens passam a ideia de superação dos obstáculos da vivência direta com a região amazônica e com personagens encontrados ao longo das margens ribeirinhas, com um olhar diferenciado, característicos aos amantes da fotografia.
 
A mostra, é um trabalho documental baseado numa viagem pessoal, mas que remota a qualidade de cunho jornalístico, principalmente nas imagens das comunidades ribeirinhas amazônicas, que gritam por socorro, e foram retratadas em preto e branco pelas lentes da doutora Leila, que propõe um caminho a ser percorrido pelos visitantes.
 
SERVIÇO | “SALVE A AMAZÔNIA”
Período: 29 de agosto a 30 de setembro
Visitação: 8h às 18h (segunda a sexta)
Local: instalações da Artefacto e Home.D, na avenida Hermes da Fonseca, 1240
 
Confira galeria com as fotos do evento: www.canindesoares.com

Artigo do Dr. Nivaldo Brum: Padre Aderbal Leitão Vilar

Nivaldo Brum Vilar Saldanha
Advogado e procurador do Estado do RN (triunfo@interjato.com.br)
 
No dia 04 de agosto se comemora o dia do Padre. E nessa última data muito me lembrei de uma figura querida pelos caicoenses que foi o padre Aderbal Leitão Vilar.
 
Nasceu no dia 14 de janeiro de 1917 na Fazenda Triunfo pertencente aos seus pais, zona rural do município de Caicó. De uma prole de quatorze irmãos, ele era o décimo filho de meus avós maternos, Leopoldina Brum Leitão e Agostinho Vilar. Desde cedo se sentiu vocacionado para ser padre. Fez os seus estudos teológicos e filosóficos nos seminários São Pedro aqui em Natal e no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Foi colega de turma de figuras de proa da Igreja Católica como o nosso cardeal Eugênio Sales e o arcebispo Alair Vilar, ainda seu parente.
 
Realizados os estudos sacerdotais ordenou-se padre pelas mãos de dom José de Medeiros Delgado, o primeiro bispo de Caicó, na Catedral de Santana de Caicó em 08 de dezembro de 1941 (dia de Nossa Senhora da Conceição), numa grande festa na Igreja. A partir daí serviu como padre ou em substituição em quase todas as freguesias do Seridó daquela época, sendo vigário-geral da Matriz de Santana, em Caicó, por alguns anos.
 
Era um exímio músico e também era professor de música. Tocava com perfeição muitos instrumentos, entre os quais o violino. E ao lado da sua irmã Eutália Vilar (que tocava bandolim), do ex-prefeito de Caicó José Bernardo, do famoso fotógrafo Zé Ezelino e outros mais formavam uma turma musical animada na Caicó das antigas. O padre Aderbal compunha como ninguém músicas sacras e hinos religiosos. Foi dele a letra e música do Grupo Escolar Senador Guerra e também foi ele o autor da música do hino do Colégio Diocesano, ambos em Caicó. Por essa razão, entre outras, a Filarmônica do Colégio Diocesano de Caicó leva o seu nome. Falava vários idiomas, chegando a ensinar línguas estrangeiras. Também exerceu o sacerdócio no Rio de Janeiro e nas cidades paulistas de Jundiaí e Santo André, onde fixou residência definitiva e construiu a Igreja de Nossa Senhora de Fátima no bairro do Curuçá, tipicamente de portugueses, residindo aí até a sua morte em 1985 (hoje é nome de praça em Santo André); sendo sepultado em Caicó na Matriz de Santana, ao lado do colega monsenhor Walfredo Gurgel.
 
E Justamente com Walfredo Gurgel, seu conterrâneo e contemporâneo, juntos eles foram os grandes oradores sacros do Seridó do seu tempo. Faziam sermões esmerados, eruditos que cativavam os fiéis. Eu mesmo testemunhei quando adolescente um desses sermões do padre Aderbal, de profundo e belíssimo significado teológico que muito me impressionou.
 
Mas além dessas qualidades de inteligência, cultura geral e plena erudição, o padre Aderbal era realmente vocacionado ao sacerdócio católico, com obras permanentes de caridade e solidariedade. Gostava de ajudar a todo aquele que o procurasse. Indistintamente. Ninguém saía de mãos vazias. Arranjou centenas e centenas de empregos para os seridoenses nas décadas de cinqüenta, sessenta e setenta quando os nordestinos iam a São Paulo buscar melhoras de vida. Ele ia diretamente aos gerentes das fábricas utilizando o seu prestígio pessoal para falar empregos para as pessoas necessitadas. São muitos os testemunhos. A sua casa era uma verdadeira hospedaria e embaixada para o povo daqui do Estado. E até para aqueles que iam fazer tratamento de saúde em São Paulo, numa época que a medicina do Estado era atrasada, sem maiores recursos materiais e humanos.
 
Era, pois, generoso. Quando ainda se falava pouco em ecumenismo ele tinha uma forte relação de amizade com os líderes evangélicos e pessoa de outras religiões. Era plural e independente. Passava o ano inteiro em campanha permanente – na sua paróquia e nas paróquias vizinhas lá em São Paulo –, com a ajuda de outros padres amigos, coletando e juntando roupas e calçados usados com a finalidade de enviar pontualmente para os pobres e flagelados de Caicó. O senhor Oscar (de Jardim do Seridó), que era seu amigo pessoal – e dono da pujante Transportadora TransZero –, encarregava-se de transportar gratuitamente esses pertences ao Seridó para que as freiras do Colégio Santa Terezinha de Caicó distribuíssem às pessoas humildes. Eram fardos e mais fardos que lotavam um caminhão carreta cuidadosamente empacotados.
 
Essas atitudes o deixavam feliz. Sentia prazer em servir e mobilizar a comunidade, em ajudar, em transformar a vidas das pessoas a sua volta. Isso era do seu perfil. Tinha uma liderança nata que fez dele pessoa de estrita confiança do cardeal Cláudio Hummes, dentro do clero de Santo André. Todo o bem ele fazia no anonimato. Sem vaidade ou estardalhaço. Gostava de alumiar a vida das pessoas. Pagar cursos para elas se aperfeiçoarem profissionalmente. O objetivo era apaziguar socialmente. Gostava também de orientar as vocações das pessoas. Assim era padre Aderbal Leitão Vilar. Um exemplo de padre. Um homem santo, discreto, culto, simples e de ações humanas profundas. Até hoje vêm paulistas visitar o seu sepulcro em Caicó. Dele tenho muitas saudades.

sábado, 1 de setembro de 2012

Vidas de Gonzagão e Gonzaginha viajando nas telas de cinema

Filme “Gonzaga - De pai para filho” abrirá o Festival do Rio 2012, dia 27 de setembro, e a estreia nas salas de todo o país está prevista para 26 de outubro.


- Confira aqui no facebook

Pegadinha de derrame de cédulas de 3 reais em Caicó vira notícia na rede; “à la Paraguai”

Foto: web/divulgação
Um fato bizarro divulgado na internet e blogs da cidade neste sábado em Caicó. A descoberta de dinheiro falso em cédulas de três reais. Apesar do derrame de notas falsas "à la paraguaio”, ninguém sabe o autor da descoberta nem o inventor do golpe, apenas que foi na porta de uma residência no bairro Paraíba, em uma carteira contendo 37 cédulas, ou seja, 111 reais. Ainda segundo o noticiário, o "dinheiro" foi levado em sua totalidade à delegacia local, mas não deu em nada, vez que a tal apreensão não configura crime de falsificação de moeda.
 
- Muito estresse por nada. Se a moda pega! Certamente que o “criminoso” está dando risadas pela pegadinha.
 

Rodada de empates para equipes do RN na Série B 2012

Enfrentando dos times do grupo de acesso (G-4), tanto América e ABC tiveram situações semelhantes na 21ª rodada da Série B 2012, na tarde deste sábado (1º). O América empatou jogando em casa com o líder Vitória-BA pelo placar de 2 a 2, enquanto o ABC arrancou um empate sem gols jogando fora de casa contra o Criciúma-SC. A diferença entre os dois times potiguares está na tabela de classificação; enquanto os americanos estão com 32 pontos, na zona intermediária, o ABC com 22 pontos não consegue se afastar de perto da zona de rebaixamento. Na próxima rodada, na noite desta terça-feira (4), o América viaja para Florianópolis, onde enfrenta o Avai-SC, no estádio da Ressacada, e o ABC recebe o Grêmio Barueri-SP, no Frasqueirão.
 
 

Novo programa de Ana Hickmann grava matérias no litoral do RN

Ana Hickmann grava programa especial sobre o grude de Extremoz
 
Fotos: Internet / divulgação
Ana Hickmann e Britto Junior vão estrear um novo programa de alcance nacional na Rede Record de Televisão, “Programa da Tarde”, no dia 10 de setembro. Entre os muitos assuntos está o famoso grude de Extremoz, com receita surpresa. A equipe estará em Extremoz neste domingo, pela manhã para a gravação.
 
A direção do programa entrou em contato com o secretário de Turismo de Extremoz, Fernando Bezerril, que tomou todas as providências para recepcionar a produção do “Programa da Tarde”.  De acordo com Bezerril, é muito importante para a divulgação do turismo da cidade essa exposição em nível nacional. “A vocação turística de Extremoz é inegável e quanto mais estivermos expostos na mídia essa nossa indústria sem chaminés proporcionará desenvolvimento para o nosso município”, disse o secretário.
 
“O ‘Programa da Tarde’, começa no dia 10 de setembro, ao vivo, pela Record, sendo uma revista eletrônica, com informação e entretenimento, com vários quadros e matérias especiais, mostrando tudo o que acontece no Brasil, viagens, celebridades e muita diversão”, informou Manu Pessoa, repórter do programa.
 
PRIMEIRA EXTERNA
 
“Para nossas primeiras externas, iremos ao Rio Grande do Norte, onde faremos várias matérias já pautadas pela produção do programa, em Extremoz, Barra do Cunhaú e Natal”, continuou Manu. “Na agenda, ‘Caviar com Grude’, acrescentou, informando que o programa gravará uma senhora típica do lugar, que fabrica o grude em sua casa, mostrando a simplicidade e a delícia do grude pronto, também filmagens de garotos da região, para mostrar como é que eles conseguem os ingredientes para a fabricação do grude, enfocando o jovem que vai buscar o côco e sobe no coqueiro”, acrescentou.
 
O programa também vai mostrar a família que vai oferecer o "Grude com Caviar" para seus convidados. “Vamos falar com a dona da casa sobre como ela teve essa idéia, como as pessoas reagiram. Ela vai contar toda a história, nos recebendo na casa dela e, claro, vamos todos comer o "Grude com Caviar! Sorriu Manu Pessoa, concluindo. (LS).
 
Leonardo Sodré
[ecoimprensamarketing@gmail.com]

Eles, os buracos, são duros na queda

Por Albimar Furtado
Jornalista ▶ albimar@superig.com.br
 
É repetitivo, eu sei. Tornou-se monótono e chato, concordo. Mas não tem como não falar da volta dos buracos. Tinha dado uma trégua, a prefeitura fechou muitos dos que existiam, não se falava mais nisso, mas, de repente, eles estão de volta. E se espalharam pela cidade inteira, Rocas, Alecrim, Cidade Alta, Petrópolis, Lagoa Nova, Lagoa Seca, Quintas, Cidade Satélite, todos.
 
São pequenos, médios, grandes, sinalizados, sem sinalização, exigindo dos motoristas a habilidade de, em determinados trechos, ser bom em ziguezaguear ao volante. Voltou a ser assunto nas conversas, pilhéria entre alguns de bom humor, mas também provocador de indignação diante dos mais críticos. A pergunta de resposta difícil é: reclamar a quem?
 
A descoberta deles, os buracos, irrita. A espera pela recuperação da pavimentação, é torturante. O buraco surgiu em frente a seu carro e você sabe que nos próximos 30 dias ele permanecerá ali, desafiando sua paciência. Nada, nem ninguém, vai deter seu crescimento. Pior é que ele é onipresente e espalhou-se pela cidade inteira. Em Salvador eu vi cartazes grandes fixados nos canteiros centrais por um candidato a prefeito, sugerindo ao cidadão que se achava numa dificuldade como essa: “Chame Mário”. Claro, uma boa sacada de marketing. E aqui, meu Deus, vamos chamar quem?
 
*Texto publicado na coluna do jornalista no NOVO JORNAL
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