Já são várias entrevistas publicadas, mas recortei essa com Mané Garrincha, pela simplicidade de sua vida sem egos, ostentação. Respondendo a indagação de por que você demorou tanto a acreditar que poderia jogar num clube grande, ele responde: "Porque eu já jogava. Lá tinha campo, tinha jogo, tinha meus amigos. Para que ir ao Rio tomar ônibus, fazer teste, ouvir um homem dizer que minha perna era torta? Eu não ficava pensando em ser famoso. Arati, que jogava comigo, foi quem insistiu. Ele dizia: 'Mané, você tem que ir'. Eu dizia: 'Depois eu vou'. Um dia fui." Nessa época ele morava em Pau Grande, cidade do interior do Rio de Janeiro.
Enfim, Garrincha escolhe jogar no Rio e Roberto pergunta: No primeiro treino do Botafogo, você driblou Nilton Santos, já um grande nome da Seleção. Não teve medo de humilhá-lo?, Garrincha diz: "Eu não driblava para humilhar. Driblava porque o gol estava depois dele. Nilton era esperto. Em vez de ficar com raiva, quis que me contratassem. Pensou que era melhor eu jogar do lado dele. E estava certo. Quem entende de futebol não confunde drible com insulto."
A entrevista imaginária começa com Garrincha em Natal, no estádio Juvenal Lamartine, no Tirol, porque ainda na década de 1960 o jogador bicampeão do mundo era convidado a participar de jogos promocionais realizados em vários estados e regiões do país.
"O amistoso em Natal ocorreu em 4 de fevereiro de 1968, no Estádio Juvenal Lamartine. Garrincha vestiu a camisa 7 do Alecrim contra o Sport Recife, que venceu por 1 a 0, gol de Duda. Mais de seis mil pessoas assistiram à partida. Garrincha foi substituído por Zezé. Meses depois, sem relação direta com aquele resultado, o Alecrim conquistou invicto o Campeonato Potiguar de 1968.", destaca Roberto.
- Confira a entrevista completa > Encontros Impossíveis: Mané Garrincha
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