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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Flávio Rezende acompanha filho Gabriel no teste para escolhinha de futebol em SP

Admiráveis pessoas que me rodeiam
 
Por Flávio Rezende*
 
Foto: Divulgação
Da hora que acordamos até o passaporte para o sono reparador, convivemos com muitas pessoas e, das relações que mantemos com elas, podemos pinçar vários aspectos e dar a eles mais ou menos espaços em nossas vidas.
 
Alguns seres, julgados de mal humorados, mal amados ou baixo astrais por outros, geralmente só ressaltam o lado negativo dos semelhantes, falando, escrevendo ou reclamando pessoalmente o tempo quase todo, numa ladainha interminável de lamentações, os tornando personas non gratas devido à energia muito chata que carregam.
 
Como o universo é plural, democrático por natureza, coabitam neste globo intitulado Terra, outras espécies de hominais, pródigos em perceber o lado bom das coisas e, admirar a parte luminosa e boa dos companheiros de jornada, tornando as relações mais amáveis e as convivências mais fraternas.
 
Não digo que não vejo e comento e lado negativo das pessoas e, assim o faço, por não ser perfeito e, em alguns casos, é preciso que os erros nos sejam revelados, para que em análise pessoal, possamos dar novos rumo a comportamentos inadequados, sempre com a intenção de reforma íntima, objetivo maior de nossas repetidas passagens pela matéria.
 
Apesar de ainda estar buscando aperfeiçoamento, consigo visualizar e expressar admiração por muitas pessoas existentes em nossa sociedade, notadamente as mais próximas, repetindo reiteradas vezes, seja através dos meus escritos, seja por ligações telefônicas ou ao vivo, meus mais profundos agradecimentos por estes aspectos de suas vidas e, assim o faço, por acreditar que esse conjunto de boas ações e bondades comportamentais, são fundamentais para o equilíbrio e o bem estar do nosso amado planeta azul.
 
Aproveitando a deixa aqui introduzida, reafirmo admiração profunda por meu pai, por sua calma, sua seriedade e determinação em criar com honestidade de princípios e zelo paterno eu e meus irmãos, estendendo igual carinho e admiração a minha amada mãe, que dedica ainda uma vida toda a prole, sempre preocupada com todos nós e de eterno plantão para nos proteger e amar.
 
Minha companheira de jornada é admirada em sua postura vigilante no aspecto da alimentação, seguindo valorosa dieta saudável em qualquer tempo e em qualquer lugar, destinando ainda imensurável carinho a nossa pequena filha, a quem admiro pelas tiradas infantis e inteligência aguçada, gerando curiosidade a cada situação, pela maneira ainda incógnita de como vai se portar.
 
Por ter uma vida muito dinâmica, sempre cercado de muitas pessoas em ambientes sociais (Casa do Bem), trabalhista, jornalístico, decidi universalizar meu amor pelo lado bom de todos os seres que estão próximos, os intitulando de “alma boa”, buscando assim imantar dentro de cada um, o lado bom, o lado divino, para que felizes em ouvir tal mantra, possam internalizá-lo de fato.
 
Fecho este escrito confessando a inspiração para escrevê-lo, meu amado filho Gabriel. Estou com ele em São Paulo, onde ele fez testes para entrar na Escolinha de Futebol do SP/FC. Apesar de sua pouca idade, 14 anos, o jovem rapazinho já é submetido a situações que geralmente conduzem seres a estresses, somatizando doenças e provocando problemas psicológicos.
 
A tranquilidade com que ele enfrenta todos os desafios em sua carreira futebolística, sempre calmo nas decisões nos jogos do ABC (onde joga) e, agora aqui em São Paulo, não demonstrando em nenhum momento um vacilo, uma dúvida, um nervosismo, provocou dentro do meu ser, reflexões e me levou as lágrimas, quando o vi entrando em campo com vários outros jovens de todo o Brasil, para fazer seu primeiro teste na carreira que escolheu.
 
Só em estar aqui, num dos grandes clubes do futebol brasileiro, disputando vaga numa seleção muito disputada, fazendo isso com a maior tranquilidade, para este pai que muito o admira, já é uma grande vitória.
 
Independente de qualquer resultado, até mesmo por ele ser bastante subjetivo, pelo fato de não se conseguir mensurar um talento em dois jogos de meia hora, o jogo da admiração já agregou novos capítulos.
 
Que ele ou aqui ou em qualquer outro lugar, possa continuar enfrentando os desafios com essa calma, com essa determinação, que vem da correta decisão de dar norte à carreira que elegeu para sua vida e, que, no campo da vida, possa continuar fazendo gols, como fez ontem, diante de dois zagueiros e do goleiro, todos maiores que ele em estatura física, dominou a bola, deu um curto drible no afoito defensor que rápido tentava roubar-lhe a bola e, vendo que não havia espaço para o gol, tocou levemente a pelota para sua perna de ouro, à esquerda, criando assim em centímetros, o espaço vital para a introdução triunfal da esfera no mundo mágico das redes.
 
E o grito de gol ecoou límpido em meu coração admirado e banhado em êxtase paterno, contente, feliz, realizado por ver o seu rebento, arrebentando não só no gramado, como na vida, como um rapaz altivo, ativo e já totalmente focado no que quer ser, cabendo a todos que lhe estão próximos, coroar sua carreira com o troféu dos valores humanos e com o podium do amor universal.
 
PS - Os dirigentes do peneirão não escolheram nenhum jovem, de nenhuma categoria, algo estranho, mas, continuaremos tentando.
 
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)
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