A data é lembrada em 19 de agosto em memória das vítimas do episódio conhecido como Massacre da Sé, ocorrido na madrugada de 19 de agosto de 2004, na Praça da Sé, em São Paulo. O episódio tornou-se referência na mobilização pela garantia de direitos e de políticas públicas destinadas à população em situação de rua.
Atualmente, o Ministério da Saúde cofinancia 337 equipes de Consultório na Rua, que reúnem mais de 3,2 mil profissionais e estão presentes nas 27 unidades da Federação. As equipes atuam nos territórios onde essa população vive e circula, com ações de vacinação, testagem, atendimento em saúde, acolhimento e acompanhamento multiprofissional.
As equipes podem ser compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais. A atuação ocorre de forma articulada com as equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal e com os demais serviços da Rede de Atenção à Saúde.
Entre as condições que demandam atenção estão tuberculose, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), transtornos mentais e problemas relacionados ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. O atendimento também considera as vulnerabilidades sociais.
“Grande parte dessas pessoas vivenciou rompimentos de vínculos familiares e passa por sofrimentos psíquicos relacionados às condições precárias de moradia. Isso exige das equipes de Consultório na Rua uma escuta qualificada e um cuidado integral e intersetorial, com o objetivo de promover a autonomia dessas pessoas”, destaca o coordenador de Atenção às Populações em Situação de Vulnerabilidade, Fernando Pessoa de Albuquerque.

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