O brilho efêmero de quem vive na rua
João
Bosco de Araújo*
A vida de quem vive na rua é dura. Dureza em tudo!
Uma opção de vida nem sempre explicável do ponto de vista sócio-comportamental,
embora exista em todo o mundo urbano. Cada ser de rua tem uma história de vida
a contar, seja uma decepção, uma loucura, uma intolerância, um desafeto, uma
ilusão. Todos têm em comum um pouco de tudo: a falta de oportunidade.
Nesta véspera do Natal, nascimento do menino Jesus -
a esperança humana do verdadeiro amor -, a tevê mostrou um especial que
emocionou pela natureza do programa, um coral com pessoas de rua. Drogados,
catadores de lixo, mendigos, desempregados, jovens, idosos, mais de vinte
pessoas, todas carentes de amor.
Após convidar cada um nas ruas da capital paulista,
o apresentador Marco Camargo juntou o grupo no palco para o programa da Rede
Record na noite desta quinta-feira (22/12). A emoção tomou conta dos próprios
protagonistas do espetáculo e dos telespectadores. Uma receita simples de comoção,
digna de solidariedade, especial que poderíamos adotar no dia a dia da vida,
afinal o sol nasce e brilha para todos.
E como brilhou aquelas vinte e tantas efêmeras
celebridades numa noite de felicidade e superação, embora n’outro dia a dureza
da vida esteja de volta ao batente. Que bom mesmo seria o sonho da esperança do
menino nascido na dura manjedoura tocasse a alma de toda a humanidade, conforme
a vontade do Criador, sem desperdiçados mundo afora.
Se navegar é preciso, sonhar também é preciso. Nem
que seja uma noite, numa Noite de Natal!
*Texto publicado em 23 de
dezembro de 2011 por ocasião do primeiro
programa Coral de Rua, da TV Record, cuja
segunda edição foi ao ar na noite de ontem, domingo (23/12).
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