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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Banco do Nordeste Cultural transforma Mossoró na capital regional do choro

 Os corredores da Faculdade de Letras e Artes (Fala), no Campus Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), estão tendo dias mais movimentados que de costume. Neles, o choro fala. E alto. O espaço educativo recebe o Festival Viva o Choro, do Banco do Nordeste Cultural Mossoró, em parceria com o Grupo de Choro Didático, da Escola de Música da Uern.

Somente nesta quarta-feira foram realizadas 15 oficinas: “Pequenos Chorões”, “Flauta transversal”, “Iniciação à improvisação no choro”, “Oficina de violão iniciante”, “de acompanhamento no violão no choro”, “Prática de conjunto em choro”, “de cavaquinho e bandolim”, “da história do choro”, “Oficina de metais, “de iniciação à composição no choro”, “Oficina de Pandeiro”, “de percussão no choro”, “de clarinete e saxofone”, “de criação musical” e “Choro Didático”.

Professores como Alessandro Penezzi, de São Paulo, Dany Dantas, da Paraíba, Marco César, de Pernambuco, e Fernando Deddos, do Rio Grande do Norte (Berg Freitas, Joelson Temóteo, Jane Eyre e Fernando Menino completam o time potiguar), transmitem conhecimentos sobre o choro, considerado a primeira música urbana tipicamente brasileira e que influenciou fortemente seu primo mais famoso: o samba.

A verdadeira maratona de música instrumental, caracterizada pelo virtuosismo, improvisação e forte expressividade melódica, deve atrair novos praticantes para o gênero e aproximar o público da região. Com interação artística, pedagógica e social, a rotina de oficinas se repete amanhã e depois, no mesmo lugar de Fala da Universidade do Estado.

Confira a programação completa do Festival Viva o Choro no Instagram, nos endereços @chorodidatico e @bancodonordesteculturalmossoró. Você encontra ainda as outras atrações da semana do equipamento do Banco do Nordeste. Tem teatro escolar na vizinha Governador Dix-sept Rosado, música e teatro em Mossoró. Tudo, como de costume, no 0800.

Imprensa Banco do Nordeste/(84) 3220-5800 / (85) 9 9965-0339

Na foto, professores e músicos participantes do Festival Viva Choro (divulgação Uern)

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Festival Cine Terreiro encerra nesta sexta (31) inscrições para a temporada 2025

 Espiritualidade, cinema, memória em diálogo com o Rio Grande do Norte

O Projeto CINE TERREIRO tem por missão a preservação da memória e identidade das culturas de matriz indígena e afrobrasileira.  Em sua 5ª Edição, o Festival Cine Terreiro tem a honra de retornar ao Rio Grande do Norte, seu lugar de origem.

Em profunda reverência, o Festival homenageia nesta Edição a Cacica Francisca Tapuia Tarairiú por sua notável liderança na luta e resistência em defesa dos Povos Originários.

As inscrições para as mostras competitivas seguem até o dia 31 de outubro, e o formulário de inscrição está disponível no site www.cineterreiro.com.br ou no Instagram @cineterreiro.

Estão aptas a participar do Festival CINE TERREIRO produções audiovisuais brasileiras de ficção, documentários, obras experimentais ou animações, que envolvam  a temática indígena ou afrobrasileira, entre outras diásporas e suas diversidades, relacionadas à dimensão do Sagrado em seu enredo, sem restrições de gêneros e com duração de até 25 minutos.

Ocorrerão três (03) mostras durante o festival CINE TERREIRO:

MOSTRA MAR - CONTEMPORÂNEA - É a mostra competitiva de filmes brasileiros para realizadores não iniciantes, sendo composta por filmes finalizados a partir de 2024.

MOSTRA GRÃO - FORMAÇÃO - É a mostra competitiva de filmes brasileiros, direcionada a realizadores iniciantes ou em formação (que estejam realizando seu primeiro curta; ou que estejam vinculados a alguma instituição de ensino), sem limitação de datas de finalização.

MOSTRA POTIGUARA - LOCAL

É uma mostra especial, com caráter competitivo de filmes produzidos no Rio Grande do Norte, finalizados a partir de 2022.

Todas as mostras serão exibidas durante o festival CINE TERREIRO, que será realizado no mês de novembro, nas cidades de Natal, Jardim do Serido, comunidade indígena do Amarelão em João Câmara e Mossoró, todas no Rio Grande do Norte, em datas que serão divulgadas no site do Festival e nas redes sociais @cineterreiro.

As mostras MAR - CONTEMPORÂNEA, bem como a GRÃO - FORMAÇÃO e POTIGUARA - LOCAL poderão concorrer a premiações em dinheiro e os filmes serão avaliados por uma Comissão de Júri, indicada pelos membros organizadores.

As premiações para a edição deste ano são: 1) vencedor da Mostra Mar, R$2.000,00 ;vencedor da Mostra Grão, R$ 1500,00 e vencedor da Mostra Potiguara, R$ 1500,00.

Todas as sessões e demais ações do Festival CINE TERREIRO serão gratuitas.

O diretor artístico do festival, Rodrigo Sena, ressalta a importância de dar prosseguimento a este Festival, pois a exibição desses filmes “é um trabalho de resistência, que se relaciona não só com as temáticas de terreiro presentes nos filmes, mas também com o próprio fazer do Festival, que vem se mantendo em seu quinto ano consecutivo, superando adversidade e chegando através dos esforço de seus colaboradores a diferentes territórios”.

Nesse sentido, o Cine Terreiro é um festival que procura enaltecer e prestigiar o patrimônio imaterial de matriz afro-brasileira e indígena, abraçando também vertentes como o neo xamanismo, e utiliza a exibição de filmes relacionados a essas temáticas como motor para enriquecer o respeito e pertencimento a essas culturas. Os realizadores do evento entendem, assim, que formar um público interessado em assistir e discutir filmes sobre esses assuntos - que envolvem mito, religiosidade e cultura de terreiros - pode contribuir para diminuição da segregação e preconceito contra esses grupos. 

O CINE TERREIRO 2025 em sua nova edição é um encontro de esforços de realizadores do Rio Grande do Norte, tendo a produção de Ori Audiovisual, Cruzeiro Filmes, Bobox Produções, contando com apoio de Tets Studio. A edição deste ano do Festival CINE TERREIRO foi contemplada na Lei Paulo Gustavo, através de edital do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretária Extraordinária de Cultura e da Fundação José Augusto, com recursos do Ministério da Cultura e Governo Federal.

Inscrições:

www.cineterreiro.com.br

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScUhxYRGi0pmvXaqCigk4IwKMEaIeDrMmTc8IUiMuZw9lvFzA/viewform?usp=dialog

Siga: @cineterreiro

por assessoria de imprensa/imagem relacionada à divulgação



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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Iphan destaca Patrimônio e Reparação em eventos do Mês da Consciência Negra

 Sob coordenação do Comitê Permanente para Preservação do Patrimônio Cultural de Matriz Africana (Copmaf), unidades do Instituto realizarão 40 ações em todas as regiões do país

Com o tema “Patrimônio e Reparação”, a segunda edição do ciclo de eventos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o Mês da Consciência Negra começa neste sábado (01/11), com objetivo de promover o patrimônio cultural de matriz africana, especialmente como elemento fundamental para o fortalecimento da justiça social e dos direitos da população negra. Ao longo do mês, serão 40 ações de forma presencial, híbrida e remota. A idealização do ciclo de eventos é do Comitê Permanente para Preservação do Patrimônio Cultural de Matriz Africana (Copmaf) do Iphan, e conta com o engajamento das unidades especiais, escritórios técnicos e superintendências do Instituto, que apresentam ações com parceiros de diferentes níveis da federação e da sociedade civil. 

Celebrado como feriado nacional em 20 de novembro, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é um marco para a iniciativa do Instituto. O calendário completo da programação está disponível aqui. A vasta programação reflete um esforço institucional para promover o debate sobre a reparação histórica e fortalecer as políticas de preservação do patrimônio cultural de matriz africana, pilar fundamental da construção do país e da identidade nacional. 

“Ter um calendário anual voltado para esses eventos é um compromisso da Instituição e do Governo Federal com a diversidade, com a reparação e com a equidade. A partir do momento que articulamos políticas públicas com as práticas que acontecem nos territórios, nós asseguramos e fortalecemos o direito das populações afro-brasileiras”, afirma a coordenadora do Copmaf, Aretha Rodrigues. 

Comunicação Iphan/comunicacao@iphan.gov.br

Imagem relacionada à divulgação


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domingo, 26 de outubro de 2025

Uma mulher de 85 anos, cheia de garra, filhos, netos e bisnetos

Por João Bosco de Araújo
Jornalista ▶ boscoaraujo@assessorn.com

 Faz 15 anos que fiz essa postagem, “Uma mulher de setenta anos, cheia de perseverança, determinação e filhos”, foi para homenagear a prima Maria Estela no seu aniversário natalício de 70 anos, em 2010, que agora em outubro de 2025, comemorou 85 anos de idade, com a mesma garra e vontade de viver, méritos de sua fibra de mulher guerreira.

Maria Estela é mãe de 15 filhos e os cuidou com muita força de vontade porque os tempos na época eram precários e comandar quinze crianças precisava de pulso e isso foi o que não lhe faltou, como bem escrevi nos seus setenta anos: "são muitos fatos da trajetória fascinante dessa mulher, que superou muitos obstáculos e como uma guerreira soube enfrentá-los, corajosamente, um a um, sem desanimar."

Hoje, Maria, como o esposo carinhosamente a trata, além dos 15 filhos, tem muitos netos e bisnetos perto de 'tatara-netos'. Aliás, minha mãe Alzira sempre teve muita atenção por ela e me revelou que ao chegar na fazenda para ensinar e se casar com meu pai pretendia criar àquela criança e como não teve êxito, depois que a menina cresceu e se casou assim mesmo tinha seus olhos voltados para a sobrinha.

Essa cumplicidade era das duas, tanto que mamãe todos os anos que viajava para a Festa de Sant’Ana de Caicó teria de ir na casa de Maria Estela para almoçar e rever a sobrinha que a recebia com muito carinho. Como de praxe, os filhos de Maria Estela ao chegar teriam de tomar a bênção, assim como os netos. Porém, certa vez, se não estou enganado já era o bisneto que se recusou a pedir a bênção e resmungou: “ainda tem essa?”, claro que imediatamente foi repreendido pela bisa.

Maria Estela da Costa Medeiros é casada com Geraldo Medeiros e filha de Manoel Salviano de Araújo e Maria Antônio Costa.

Na festa dos seus setenta anos eu trabalhava em Brasília, mas minha mãe e meus irmãos estavam presentes, por isso lhe enviei a mensagem que tornei pública no blog que no final do texto repito agora: “Você é tão forte quanto o fumo de Arapiraca. Uma vencedora, exemplo de garra, determinação” (Confira aqui).

- Na foto, em visita na sua casa, o anúncio dos 10 anos de ordenação do filho, o  Padre Gerlúcio, em 2015

- No aniversário em 2023 republiquei esse video de Maria Estela aos 83 anos correndo neste cavalo e a comparei com nosso Tio Joca que foi um vaqueiro valente nas caatingas do sertão e terras do Umbuzeiro.

 

▶ ATUALIZADO com este vídeo do almoço que lhe ofereceram de surpresa, rodeada do marido, dos filhos, netos e bisnetos, noras e genros, neste domingo, 26 de outubro, data oficial de seu natalício.

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Lançamento da Revista IHGRN #103 e palestra da Comitiva do IHGRN na Quinta Cultural

 Revista foi lançada dia 23 de outubro, na Quinta Cultural do IHGRN

Na tarde da quinta-feira, 23 de outubro de 2025, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) realizou mais uma edição da Quinta Cultural, marcada pelo lançamento da Revista IHGRN #103.

A nova edição apresenta ao público os Diários da Comitiva do IHGRN, escritos por André Felipe Pignataro, um dos editores da revista e integrante da expedição que percorreu, em 2023, os caminhos da histórica viagem do presidente da Província, Pedro Leão Veloso, realizada em 1861.

O evento teve início com uma homenagem ao poeta Paulo de Tarso Correia de Melo, falecido no dia 21 de outubro. Gustavo Sobral leu um poema do autor, seguido de um minuto de silêncio em sua memória. 

Em seguida, o escritor Honório de Medeiros, sócio do Instituto e também membro da Comitiva, apresentou o palestrante André Felipe Pignataro, destacando o caráter inovador e a importância histórica do projeto.

André Felipe apresentou o projeto que nasceu em 2019, a partir de uma ideia de Gustavo Sobral, inspirada nas crônicas do jornalista Francisco Othilio Álvares da Silva, publicadas no jornal O Recreio em 1861, sobre a viagem original da comitiva provincial. 

A iniciativa ganhou forma em 2023, com a criação, por portaria da presidência do IHGRN, da Comitiva do Instituto, formada pelos sócios Gustavo Sobral, Honório de Medeiros, André Felipe Pignataro e pela fotógrafa Bárbara Michaella.

A palestra apresentou o percurso completo da comitiva contemporânea, realizada em três etapas, entre julho e outubro de 2023, que refez, com rigor histórico e olhar contemporâneo, o itinerário de Leão Veloso. Foram mais de 3 mil quilômetros percorridos, passando por Macau, Assú, Caicó, Pau dos Ferros, Apodi, Mossoró e Porto do Mangue, entre outras localidades, reconstituindo a rota e os registros do passado através de mapas, fotografias e relatos.

A conferência foi acompanhada por sócios e convidados. O Salão Nobre foi completamente ocupado. Encerrando a programação, foi realizado um coquetel de lançamento no jardim da Casa da Memória, reunindo os participantes e celebrando a nova edição da revista que está à venda na sede do Instituto.

O Instituto agradece ao Sistema Fecomércio RN, representado pelo diretor Fernando Virgilio, pela parceria e pelo compromisso com a promoção da cultura e do conhecimento no estado; ao sócio Francisco Galvão, saxofonista, pela sua apresentação musical; a equipe de colaboradores Antônio Sales, Erineide Mendes e Manoel Bezerra.

Comissão de Comunicação/comunicacao@ihgrn.org.br

Foto: Manoel Onofre Jr.


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Festa dos Bichos: novo show do Mundo Bita mergulha no universo animal com música, diversão e encantamento

 Espetáculo estreia com 20 canções sobre animais, incluindo clássicos e inéditas, em uma aventura lúdica com girafa, dinossauro, capivara e muito mais

Neste domingo (26), a criançada tem um encontro marcado com a bicharada mais divertida do Brasil. O novo espetáculo Show do Bita - Festa dos Bichos chega ao Teatro Riachuelo e leva os pequenos por uma jornada musical recheada de encanto, curiosidade e aprendizado sobre o reino animal. Com 20 músicas no repertório, entre sucessos consagrados e canções novas, o show celebra a conexão afetiva das crianças com os animais, trazendo personagens como a onça, a girafa, a coruja, o porquinho, o caranguejo e até o simpático dinossauro Argo!

A inspiração para o novo espetáculo vem do clássico álbum de estreia do Mundo Bita, “Bita e os Animais” (2013), que revelou músicas como “Fazendinha” e “Viajar pelo Safari” e ajudou a consolidar o fenômeno musical entre as famílias brasileiras. Desde então, já são mais de 150 músicas autorais com temáticas diversas, mas é com os bichos que o público mirim mais se encanta.

“O tema animal tem um apelo natural com as crianças. São seres que despertam o afeto, a curiosidade, e estão presentes no imaginário infantil desde cedo. Esse fascínio é tão forte que voltamos a ele em mais três álbuns depois do primeiro. Agora, é a vez do palco ser tomado por essa fauna fantástica”, afirma Chaps, criador do Mundo Bita e compositor de todo o setlist do show.

Com cerca de 1h10 de duração, o “Show do Bita - Festa dos Bichos” apresenta uma atmosfera vibrante, com figurinos coloridos, interação com o público e muitos elementos cênicos que representam os habitats dos animais. Ao lado do Bita e das crianças Lila, Dan, Tito e Tina, a carismática cantora Flora conduz a trilha sonora que envolve toda a família em um espetáculo repleto de ludicidade e amor pelos bichinhos.

SERVIÇO

SHOW DO BITA - FESTA DOS BICHOS

Dia 26 de outubro, domingo, às 17h30

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS

Bilheteria do Teatro Riachuelo ou no site uhuu.com 

Confira o repertório do espetáculo:

Dinossauros

Insetos

Eu quero ver você me pegar

Festa na lagoa

Dona Girafa

Discoteca do vaga-lume

Sábia Coruja

Feito Jacaré

Fundo do Mar

Senhor Tubarão

Lá no Galinheiro

Farra da Capivara

De Estimação

Meu Pequeno Coração

A Foca Fofoca

Chuá-Tchibum

Esplêndida Fauna

O Porquinho

Viajar pelo Safari

Fazendinha

Por assessoria de imprensa/Imagem relacionada à divulgação

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O CHORO DO CAÇUÁ

 Por Fernando Luiz*

O chorinho surgiu no Rio de Janeiro na segunda metade do século dezenove, sendo, portanto, um gênero musical autenticamente brasileiro. 

No início do século vinte, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazaré foram considerados os primeiros compositores conhecidos de chorinhos. Com o surgimento do rádio, a partir de 1920, o chorinho popularizou-se, tornando-se aos poucos nacionalmente conhecido, graças também ao aparecimento das primeiras gravadoras.  

 O compositor e músico Zequinha de Abreu, que tocava clarinete,  requinta e flauta, foi um dos maiores compositores de choros. Ele foi o autor de Tico-Tico no Fubá, chorinho que se tornou conhecido mundialmente através de Carmen Miranda e que depois tornou-se um clássico da música brasileira com a gravação da norte-rio-grandense natural da cidade de Macaíba, Ademilde Fonseca, considerada “A Rainha do Chorinho”. A macaibense também se notabilizou pela gravação de Brasileirinho, da autoria de Waldir Azevedo.

Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Jacob do Bandolim, entre outros, são considerados grandes compositores de chorinho, esse gênero musical que influenciou diversas gerações e que continua vivo até hoje.

Em Natal existe um movimento que mantém viva a tradição do chorinho em terras potiguares. Trata-se do Choro do Caçuá, um projeto que teve início em 2017, através da iniciativa de Carlos Zens e outros músicos que são amantes da música brasileira, especialmente do nosso chorinho.

Temporariamente interrompido no período do Covid 19, depois da pandemia o projeto retornou contando com a produção do músico e professor Armando Souza, (diretor da Oficina Livre de Música, de Nova Parnamirim) e se realiza mensalmente, sempre no primeiro sábado de cada mês, pela manhã, na praça Padre João Maria, com a participação de músicos apaixonados pelo chorinho brasileiro. São eles:  Carlos Zens (Flauta Transversal), Armando Souza (Cavaco) Paulino (Percussão), Gilson Cavalcanti (Sanfona), Pedro Paulo (Violão de 6 cordas), Etevaldo Violão de 7 cordas) e Valério Felipe (Pandeiro).  Embora o projeto não tenha cantores fixos, sempre aparece alguém para “dar uma canja” e aumentar o brilhantismo do Choro do Caçuá.

Apesar da sua importância cultural e histórica, o chorinho enfrenta desafios para se manter firme no cenário musical do Brasil. Músicos determinados e persistentes se dedicam à preservação do gênero, através da promoção de eventos que estimulem o fortalecimento desse estilo musical, visando despertar o interesse das novas gerações por esse ritmo estritamente brasileiro.

Projetos como o Choro do Caçuá são exemplos do esforço coletivo de um grupo de abnegados que lutam para que o chorinho continue vivo, não só difundindo a riqueza musical do nosso país, mas também inspirando novos talentos da nossa terra.

Instagram: @fernandoluizcantor

*Fernando Luiz: Cantor, compositor, escritor e produtor cultural. Formado em Gestão Pública, apresenta o programa Talento Potiguar, aos sábados, às 8h30 na TV Ponta Negra, afiliada do SBT no RN.

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sábado, 25 de outubro de 2025

Toques de tambores, de emoções, da alegria de criança no dia da Corte Negra

 Por João Bosco de Araújo*

Jornalista ▶ boscoaraujo@assessorn.com  


 um dia na vida que ninguém espera e vem, de repente, àquela emoção! Foi o que me aconteceu na rua em que nasci e me criei como criança e na adolescência.

Sábado de manhã. Caicó, outubro, férias do trabalho, véspera de encerramento da Festa de Nossa Senhora do Rosário, ano de 2013. O grupo dos Negros do Rosário saiu da igreja, formado na época por crianças e adolescentes, a menor de 5 anos, de estandarte nas mãos, e as maiores corriam e desciam, pisando levemente as pedras nuas da rua, ao som de tambores e, aqui e acolá, de aplausos de transeuntes admirados, numa coreografia espetacular, circulando sua majestade - o Rei e a Rainha - e toda a corte da tradição negra.

Fazer parte deste momento histórico foi uma experiência lúdica, com minha irmã Socorro realizando o sonho de ser Rainha da Irmandade do Rosário. Completando a “Corte Real”, meu irmão Gilberto, como Juiz, e eu, como Escrivão, além de Rosa, substituta de Sônia, outra irmã.

O outro momento estava por vir. Por mera coincidência, o trajeto do desfile se desvia para passar na Augusto Monteiro, a nossa rua. Ninguém me avisara do inesperado itinerário. Também não esperava voltar no tempo, quarenta e mais anos atrás. Memórias representadas por brincadeiras de circo, bandinhas de lata, puro teatro de rua.

A corte negra seguia em frente. O homem assoprava sua pequena flauta, o pífano. Pequenos guerreiros seguravam suas lanças e em ritmo gigante pareciam sobrevoar como anjos sobre o calçamento quente da rua de minha memória.

Àquela mão se levanta, acenando da porta da casa. O dedo polegar levantado para cima, a se movimentar firmemente à mão fechada, sinalizando que me reconhecera. Nem uma palavra, apenas sorrisos. E nem precisava falar. Paulo Afonso, filho de Manoel Dantas, compartilhara de nossas brincadeiras no palco da nossa infância feliz. Emoção a tocar o semblante marcado pelo tempo.

Os tambores insistem em retumbar, roncando e acelerando a energia dos Negros do Rosário, de 240 anos de tradição, paixão e fé nas ruas da minha, da nossa cidade!

*Texto publicado em 2013, ano em que minha irmã Socorro Araújo foi a Rainha da Corte Negra da Irmandade do Rosário da Festa daquele ano, em Caicó (RN), e oportuno agora neste final de semana do encerramento da festa: hoje, sábado, a última novena e amanhã, domingo (26), a missa solene e procissão com a imagem de N.Sa. do Rosário acompanhada da corte da Irmandade que repassará a coroa para o rei e rainha do próximo ano.

- Leia para saber mais:

Irmandade dos Negros do Rosário celebra 240 anos em Caicó;

Cidade potiguar festeja 240 anos da 'Irmandade dos Negros do Rosário';

Irmandade dos Negros do Rosário celebrará 240 anos na festa de 2013;

Vídeos relacionados

Post atualizado com os Negros do Rosário na missa solene de encerramento festa

Grupo se apresentando um anos depois na Festa do Rosário de 2014:

Aqui o grupo se apresenta na sede da Irmandade em Caicó:


Foto capa ilustrativa reproduzida do vídeo do site Kurtição
o outro vídeo da própria Irmandade da Coleção Sostô  Seridó dos Pretos
Vídeo capa/reproduzido instagram Catedral de Sant'Ana

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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Ministério da Saúde celebra os 15 anos da SESAI feita por indígenas para indígenas

 Desde que passou a integrar o Ministério, em 2010, a Secretaria evoluiu tendo como pano de fundo a luta dos povos indígenas pelo direito à saúde

Criada em 19 de outubro de 2010, a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) foi organizada para assumir as responsabilidades da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) dentro do Ministério da Saúde, com o principal objetivo de promover, proteger e recuperar a saúde dos povos indígenas, além de desenvolver ações de saneamento ambiental.

Para alcançar essas metas, a saúde indígena precisou percorrer um longo caminho, marcado por lutas, reivindicações e participação direta dos povos originários. O assessor regional do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Dourado Tapeba, relembra a trajetória até a implementação da SESAI. “Durante as conferências, definimos que já era tempo de termos um órgão voltado para os indígenas que tratasse especificamente da saúde. Eu mesmo participei dos grupos de trabalho para a criação da secretaria com outras lideranças de organizações indígenas do país”, contou.

No início, a SESAI se dividiu em três áreas: Departamento de Gestão da Saúde Indígena, Departamento de Atenção à Saúde Indígena e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que já existiam, mas que somente com a criação da secretaria passaram a ser unidades gestoras descentralizadas, responsáveis pelo atendimento primário de saúde e pelo saneamento básico em cada região.

Essa organização permitiu a criação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), compostas por médicos, enfermeiros, odontólogos, técnicos em enfermagem, agentes indígenas de saúde e agentes indígenas de saneamento para atuar diretamente nas aldeias dentro das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e Polos Base.

As Casas de Apoio a Saúde Indígena (CASAI) se somam a essa estrutura como porta de entrada dos pacientes indígenas para a saúde especializada, especialmente nos casos de média e alta complexidade.

Hoje, após 15 anos de criação, a secretária de Saúde Indígena colhe os resultados de uma política construída de forma coletiva, feita por e para indígenas, pautada no compromisso diário de consolidar um modelo que combine gestão diferenciada e ampla participação social.

O líder indígena Kretã Kaingang conta que foi a articulação política que levou à criação da SESAI e destaca o avanço na ocupação de cargos estratégicos por profissionais indígenas. "Foi consenso entre as lideranças e as organizações a importância de um espaço para tratar das questões de saúde indígena, e, com muito diálogo e luta, conseguimos avançar na criação da secretaria. É muito bom e motivo de orgulho ver tantos indígenas ocupando os espaços de gestão, decisão e comunicação", comemorou.

Cuidado especializado

Para atender a uma população de mais de 820 mil indígenas, composta por 305 povos, falantes de 274 línguas, em todas as regiões do país, o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) oferece um cuidado diferenciado, centrado na Atenção Primária à Saúde para levar saúde e bem-estar a todos.

A estrutura de atendimento da saúde indígena é composta por 34 DSEIs, 70 Casas de Apoio à Saúde Indígena, 1.008 Unidades Básicas de Saúde Indígena, 266 Polos Base e uma força de trabalho de mais de 22 mil profissionais.

O Novo PAC prevê um investimento de R$ 131,5 milhões para obras no sistema de abastecimento de água, módulos sanitários domiciliares e unidades de saúde indígena. Além disso, o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), marco histórico na política de saúde e infraestrutura para os povos originários, está em construção, com previsão de lançamento na COP30.

Outros avanços

Em 2023, no início da emergência em saúde pública no território Yanomami, o Ministério da Saúde registrou grandes avanços, com mais de R$ 596 milhões investimentos, reabertura de 100% dos 37 polos-base, além de obras em andamento no CASAI Yanomami e a construção do primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena em Surucucu.

Fonte: Ministério da Saúde > Saiba mais

Foto capa postagem: Rodrigo Hanna/MS


JBAnota - Como jornalista vivi essa experiência na SESAI viajando para as aldeias - e foram muitas -, em Mato Grosso, Pará, Amapá e na Paraíba, até 2015, conforme essa foto com o cacique da etnia Kayabi, em Jacareacanga, no Pará. Viva a SESAI, Salve o SUS!

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Revista do IHGRN 103 apresenta documentos inéditos de Oswaldo Lamartine e os Diário da Comitiva IHGRN

 A nova edição da Revista IHGRN, número 103, traz ao público um conjunto inédito de textos e desenhos do escritor Oswaldo Lamartine de Faria, em documento elaborado para a escritora Rachel de Queiroz, e destaca um lado pouco conhecido de sua vasta produção intelectual: os desenhos.

Gustavo Sobral, editor da revista, escreve sobre a obra e a colaboração de Oswaldo Lamartine com Rachel de Queiroz; a pesquisadora Angela Almeida apresenta um estudo original sobre os desenhos; e a historiadora Mara Macedo estuda a relação de Oswaldo Lamartine com o cordel.

Você também pode acompanhar na edição, o resultado da viagem da Comitiva IHGRN, a partir dos diários de viagem escritos por André Felipe Pignataro que, na ocasião do lançamento, fará palestra sobre o tema.  A comitiva formada por Honório de Medeiros, André Felipe Pignataro e Gustavo Sobral refez a viagem do presidente da Província, Pedro Leão Veloso realizada em 1861. Mais de um século depois, em 2023, foi a hora e a vez dessa nova comitiva.

A revista ainda apresenta textos de Rogério Bivar sobre o cavalo; Kamisson Azevedo e Thiago Freire sobre as ruínas do litoral potiguar; Ormuz Barbalho Simonetti sobre a jangada; e Octávio Santiago sobre o Memorial da Assembleia Legislativa. Consta também uma entrevista inédita com Joventina Simões, presidente do IHGRN, realizada pelo jornalista Ciro Pedroza.

E mais: textos de Julia Chaves sobre Jeane Nesi; Elza Bezerra sobre Eulália Barros; Fernando Bezerra sobre Paulo Balá; e João Felipe da Trindade sobre a descendência do capitão-mor Manoel de Abreu Soares.

Lançamento da Revista IHGRN 103 e palestra Comitiva IHGRN

Quinta-feira, 23 de outubro de 2025, às 17h

Sede do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte

Palestra de André Felipe Pignataro, autor dos Diários da Comitiva e integrante da expedição. O evento integra a Quinta Cultural do Instituto e é aberto ao público.

imagens relacionadas à divulgação


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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Jornalista lança livro sobre a história da carne de sol de Caicó: “Das mãos de Seu Fausto para as mesas do Brasil”

 Jornalista Osair Vasconcelos vai lançar livro sobre a história da carne de sol de Caicó durante o Festival Gastronômico

A história da carne de sol de Caicó - um dos maiores símbolos da gastronomia seridoense - ganha novos contornos literários com o lançamento do livro “Das mãos de Seu Fausto para as mesas do Brasil”, do jornalista Osair Vasconcelos. Após ser apresentado em Natal, o título será lançado em Caicó no sábado, 1º de novembro, dentro da programação do Festival Gastronômico de Caicó.

A obra nasceu de uma reportagem publicada na revista Globo Rural nº 5, em janeiro de 1986. Na época, Osair e o fotógrafo Giovanni Sérgio passaram quatro dias em Caicó acompanhando o trabalho de Seu Fausto, o último marchante a preparar a carne de sol conforme o método secular trazido pelos portugueses aos sertões do Seridó, nos tempos da colonização.

Entre madrugadas e fins de tarde, eles registraram todo o processo artesanal — do abate ao preparo e à exposição da carne na feira livre. Décadas depois, o editor Abimael Silva identificou que aquele era o único registro escrito sobre o processo original da carne de sol seridoense, transformando-o em livro quase 40 anos após aquela jornada histórica.

O lançamento em Caicó será um momento de celebração da memória e da cultura alimentar do Seridó, reforçando o reconhecimento do município como Terra da Carne de Sol e do Queijo, título que consolida a cidade como referência gastronômica do Rio Grande do Norte.

O Festival Gastronômico de Caicó 2025 é uma realização da Agência Referência, com apoio do Sebrae-RN, Fundação José Augusto, Governo do RN, FESPEG, ELI Caicó, Cáritas Diocesana de Caicó, IFRN Campus Currais Novos, Universidade Potiguar (UnP), ACAF, Deputado Adjuto Dias, Sistema Fecomércio RN, SESC e SENAC.

Sobre o autor:

Osair José Vasconcelos de Medeiros é jornalista potiguar, com longa atuação na imprensa e passagens por veículos de alcance nacional e regional. Autor de diversas obras literárias e reportagens premiadas, atualmente trabalha como editor e revisor na Z Editora, em Natal (RN).                                                                                                                                       Imagem relacionada à divulgação

Fonte: Blog do Heitor Gregório

JBAnota - Osair Vasconcelos foi diretor de redação do jornal Diário de Natal, onde trabalhei por cerca de 10 anos e o comerciante-marchante Fausto Gomes é o pai (in memoriam) de Murilo (Burrão), contemporâneo colegial em Caicó e em estudos da faculdade em Campina Grande (PB)

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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

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domingo, 19 de outubro de 2025

O PROGRESSO ESTÁ MATANDO O AMOR?

 Por Fernando Luiz*

Gosto de assistir o Xeque-Mate da TV Universitária.  Apresentado ao vivo, o programa traz entrevistas interessantes sobre uma variada gama de assuntos, com entrevistados que tenham algum tipo de tipo de relevância na cena cultural potiguar. Uma das entrevistas mais recentes foi com Jomardo Jomas, produtor cultural, criador do MADA – Música Alimento da Alma, - um dos mais importantes festivais de música do Brasil, que nasceu aqui em Natal. O MADA 2025 começou na sexta-feira e terminou ontem na Arena das Dunas.

O Xeque-Mate é apresentado por Raniere Souza e conta com a participação de estudantes de Comunicação da UFRN.  Pelo Xeque Mate já passaram dezenas de artistas e produtores culturais. A lista é enorme, mas posso citar pelo menos três entrevistados em segmentos diferentes e em datas diferentes: Diana Fontes, coreógrafa e produtora cultural, Banda Grafith e Paulo Tito. 

Diana Fontes, professora de dança, atua como curadora em dança, (participou da décima primeira Mostra Brasileira de Dança, realizada em 2014); ela é a idealizadora do espetáculo Um Presente de Natal, que teve sua primeira edição em 1997 e é realizado anualmente na cidade durante o período natalino. Além disso, também foi vencedora do prêmio Brasil Musical, com o espetáculo Bye Bye, Natal em 2019.

A banda Grafith, conhecida do grande público, foi criada em 1988 pelos irmãos Júnior, Kaká, Joãozinho e Carlinhos. A banda começou se destacando pelos seus shows lotados em clubes da periferia de Natal e, gradativamente, vencendo preconceitos, pouco a pouco conquistou a simpatia das classes mais elitizadas sem perder a sua essência popular e sua identificação com as massas. 

Por sua incrível capacidade de transitar por todos os estilos musicais, a banda Grafith conquistou milhares de fãs e ganhou visibilidade participando de micaretas, festas juninas e carnavais. Em 2024 foi reconhecida como patrimônio cultural e imaterial do Rio Grande do Norte.

Paulo Tito nos deixou no dia 6 de setembro passado. Ele participou do Xeque Mate em 2009. Na época, assisti sua entrevista, uma verdadeira aula de conhecimento musical. 

Nascido nas Rocas, Paulo Tito era arranjador, cantor, compositor, produtor musical e exímio violonista. Durante a sua participação no programa, respondendo às perguntas dos estudantes de Comunicação com grande desenvoltura e de modo descontraído, contou sua trajetória para jovens universitários curiosos, dedilhando o seu violão sem fazer um único acorde natural. Quando perguntaram a ele sobre a falta de apoio ao artista local, ele afirmou que sempre contou com o apoio do poder público. Chegou mesmo a elogiar os governantes, o que não deixou de ser um ato de generosidade da sua parte. A entrevista de Paulo Tito foi um banho de informação, de sinceridade e de coragem. Falou do descaso da modernidade com relação às nossas tradições culturais e não hesitou em perguntar aos universitários os nomes dos compositores do Hino Nacional. Ninguém sabia.

Meu primeiro disco, um compacto simples gravado em 1975 pela gravadora Tapecar foi produzido por Paulo Tito, que também foi o arrenjador das duas músicas: Mística e Dias e Noites Desse Mundo.

Até hoje considero a entrevista de Paulo Tito como uma das melhores do Xeque-Mate. Além do banho de informação, Paulo ainda deu, sem querer, uma de filósofo, ao afirmar no final do programa: “O progresso está matando o amor”. 

Instagram: @fernandoluizcantor

*Fernando Luiz: Cantor, compositor, escritor e produtor cultural. Formado em Gestão Pública, apresenta o programa Talento Potiguar, aos sábados, às 8h30 na TV Ponta Negra, afiliada do SBT no RN.

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